O Catar se manifestou nesta sexta-feira pela primeira vez após a eclosão do escândalo de corrupção envolvendo dirigentes da Fifa e defendeu a sua honestidade e os seus atos no processo de escolha da Copa do Mundo de 2022, que passou a ser alvo de investigação das autoridades suíças, assim como a definição da Rússia como palco do Mundial de 2018.

“Nossa meta ao organizar a Copa do Mundo é utilizar o poder positivo do esporte para unificar as pessoas”, declarou o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2022 em um comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira.

O documento afirma que o Catar “cumpriu com todas as investigações iniciadas sobre o processo de candidaturas de 2018/2022 e seguirá fazendo”. “Realizamos nossa candidatura com honestidade”, diz o comitê organizador.

O anúncio das investigações sobre o processo de escolha das sedes das duas próximas Copas coincidiu com a prisão, na última quarta-feira, de sete dirigentes da Fifa, entre eles o brasileiro José Maria Marin, atendendo ao pedido da Justiça dos Estados Unidos, por suspeita de corrupção – além disso, os norte-americanos solicitam a extradição dos detidos.

A escolha do Catar para sediar o Mundial de 2022 é objeto de controvérsias desde o momento da votação, em dezembro de 2010. E, nesta sexta-feira, em um ataque direcionado aos dirigentes dos Estados Unidos e da Inglaterra, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse que a entidade não estaria passando por essa crise se Catar e Rússia não tivessem vencido o processo de escolha dos organizadores do principal torneio do futebol mundial.

Além das suspeitas de corrupção para ser eleito a sede da Copa do Mundo de 2022, o Catar também é criticado pelas condições de trabalho aos operários estrangeiros que participam das obras de infraestrutura do torneio.