Neymar reclamou mais uma vez das ameaças sofridas em campo, na noite desta quarta-feira. Desta vez não pelos zagueiros adversários, mas pelo árbitro paraguaio Carlos Amarilla, que chegou a dar cartão amarelo para o santista por simulação de falta no começo do primeiro jogo da final da Libertadores, diante do Peñarol, em Montevidéu.

No intervalo, o jovem atacante não teve dúvidas de condenar o juiz. “Eles me acertaram num lugar que dói muito. O juiz está me ameaçando. Assim fica difícil jogar”, acusou o atacante, que teve apresentação apenas razoável, mas suficiente para ajudar o Santos a deixar Montevidéu, no Uruguai, sem sofrer gols.

Muricy também reclamou do comportamento do árbitro. Disse que Amarilla poderia expulsar seu melhor jogador a qualquer momento, o que não aconteceu. Estava bravo. Apesar das reclamações, o empate sem gols deixou o Santos numa situação favorável. O time depende somente de suas forças para ser campeão da Libertadores, repetindo os feitos de 1962 e 1963, quando Pelé ainda estava em campo.

Mesmo assim, os santistas não festejaram o fato de poder decidir em casa, no Pacaembu, na próxima quarta-feira. O respeito ao Peñarol ficou evidente nas palavras de Arouca. “Não somos favoritos de forma alguma no jogo de volta em São Paulo. O resultado é muito perigoso. É claro que o empate sem gols não deixa de ser um bom resultado para nós. Mas há mais 90 minutos”.

Durval preferiu cobrar a equipe e prometeu um Santos melhor no Pacaembu. De forma geral, a alegria dos santistas no estádio não condiziam com a cautela dos jogadores. “É sempre uma pedreira e também será dessa forma lá em São Paulo. Foi sim um grande resultado, mas isso não nos garante nada”, disse o defensor.

Elano, que abusou dos passes errados na partida, fez questão de lembrar o revés do São Caetano contra o Olímpia em São Paulo, no segundo jogo da final de 2002. “A Libertadores é uma competição difícil. Precisamos ter atenção”, avisou.