A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) havia prometido se posicionar nesta quarta-feira sobre a suspensão que recebeu da Federação Internacional de Basquete (Fiba). Em rápida nota em seu site oficial, a entidade reafirmou a “surpresa” com a decisão, convocou entrevista coletiva para a próxima segunda-feira e explicou que não vai recorrer da punição.

Na última segunda-feira, a Fiba anunciou a suspensão da CBB de seu quadro de afiliados. Na prática, isto significa a impossibilidade dos times do País e da seleção nacional atuarem em partidas internacionais.

A decisão da principal entidade do basquete mundial se deu pela grave crise financeira e institucional enfrentada pela CBB. O País falhou recentemente em enviar seleções para competições internacionais e na organização de torneios que se comprometeu a realizar, além de acumular dívidas. A Fiba também apontou a “falta total de controle do basquete no Brasil” e exemplificou com o envolvimento de “terceiros” na seleção e no financiamento de atividades do time nacional.

A própria CBB reconheceu “o momento de dificuldade e entende a posição da Fiba, e não irá recorrer de sua decisão”. No entanto, esperava uma atitude diferente da entidade. “O Sr. José Luis Saez, dirigente indicado pela Fiba, visitou a CBB em uma única oportunidade e recebeu todas as informações que solicitou e que também foram complementadas em correspondências posteriores.”

“A diretoria da CBB reunida, nesta quarta-feira, analisou a correspondência da Fiba e explica que foi surpreendida pela suspensão temporária da entidade, pois acreditava que todas as mudanças destacadas pela Fiba seriam e poderiam ser implementadas sem a suspensão da entidade, uma vez que a CBB nunca se opôs à força tarefa proposta pela Fiba”, comunicou a confederação.

A CBB ainda prometeu um posicionamento mais profundo sobre o assunto na próxima segunda-feira, quando convocou uma entrevista para as 10 horas, em Brasília. Imediatamente após a punição, jogadores e clubes começaram a cobrar a entidade, principalmente Flamengo e Bauru, que fora excluídos da Liga das Américas por conta da suspensão.