A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) fez um balanço positivo do controle antidoping realizado pelos integrantes da seleção durante o ano de 2013. Ao longo da temporada, a entidade contabilizou 55 exames em 35 judocas da equipe, sem que nenhum resultado positivo fosse registrado.

Os judocas da seleção brasileira passam por exames antidoping durante as competições que disputam no circuito mundial e também em testes de surpresa durante os treinos. Além disso, a CBJ costuma fazer palestras de conscientização para os atletas no começo de toda a temporada.

“Vejo como uma importante medida de prevenção e conscientização dos atletas e técnicos. Tentamos trabalhar sempre com o método que mais vá esclarecer o que não pode ser ingerido e as alternativas aos medicamentos dopantes. Entendemos que dessa forma iremos diminuir as chances de que algum atleta da nossa equipe se envolva em qualquer caso de doping”, explicou Ney Wilson, dirigente da CBJ.

Entre os 35 judocas brasileiros que passaram pelo controle em 2013, a mais testada foi a peso pesada Maria Suelen Altheman, que teve cinco exames. Charles Chibana, Rafael Buzacarini, Érika Miranda, Mariana Barros, Rafaela Silva e Sarah Menezes vieram atrás, com três cada um.

“Vejo como de extrema importância esse controle. Ao mesmo tempo em que coíbe qualquer tentativa de tirar vantagem de uma forma ilegal, mostra que o atleta pode chegar a conquistas sem o uso de artimanhas. Dessa forma, o esporte fica mais justo, pois prova que, para ser o melhor, o mais importante que tem de se fazer é treinar”, afirmou o judoca Rafael Buzacarini.