Maiores clubes do Estado e representantes do futebol paranaense na Série A do Campeonato Brasileiro, Coritiba e Atlético fazem campanhas preocupantes no período após a Copa do Mundo. Apesar do aproveitamento alviverde ter melhorado com relação aos nove primeiros jogos antes do Mundial, a campanha coxa-branca neste período é a 15ª melhor dentre os participantes da Primeira Divisão. Já o Furacão, que teve um bom aproveitamento antes da Copa, caiu consideravelmente de rendimento depois da parada e está entre os quatro piores aproveitamentos do Brasileirão neste período.

Antes da parada para o Mundial, em nove partidas realizadas, o Coritiba conseguiu vencer somente uma, empatou quatro e perdeu outras quatro, totalizando apenas 25% de rendimento. Depois da Copa, o aproveitamento coxa-branca melhorou, sobretudo depois da troca de Celso Roth por Marquinhos Santos no comando técnico da equipe. Foram 17 partidas disputadas, 19 pontos conquistados e aproveitamento de 37%.

Mesmo com a melhora, o Coritiba está em uma colocação pior em relação a que ocupava depois dos primeiros nove jogos do Brasileirão. Antes da parada, o Verdão, depois de ter vencido o Goiás, na Vila Capanema, terminou a rodada na 17ª colocação. Agora, mesmo depois de ter vencido o clássico contra o Atlético, o Coxa não largou a lanterna, mas tem boas chances de sair da zona de rebaixamento caso vença o Criciúma, amanhã, no Couto Pereira.

O Coritiba, no entanto, só está nesta posição graças aos resultados ruins colhidos antes do período da Copa do Mundo. Em 2013, o Coxa, nos cinco jogos antes da parada para a Copa das Confederações, conquistou onze pontos e estava na liderança. Na volta do Brasileirão, 17 jogos depois, o time somou 19 pontos e aproveitamento de 37%.

Novamente ameaçado pelo risco do rebaixamento depois da derrota no Atletiba, o Furacão ainda não embalou depois da parada da Copa do Mundo. Nas 17 partidas, foram apenas cinco vitórias, três empates e nove derrotas, rendimento de apenas 35%. O Atlético, com 18 pontos ganhos nos últimos 17 duelos, tem aproveitamento melhor somente que Botafogo, Criciúma e Palmeias. Destes, somente o time paulista não está na zona de rebaixamento.

No ano passado, quando conquistou uma vaga na Libertadores, o Atlético fez o caminho inverso. Depois de conquistar cinco pontos em cinco rodadas no período pré Copa das Confederações (14ª colocação), o Furacão voltou com tudo do recesso e conseguiu uma grande arrancada na competição nacional. Nos 17 jogos que fez depois da parada, o Rubro-Negro conquistou nove vitórias, seis empates e apenas duas derrotas, com aproveitamento de 64%. O time atleticano subiu nada menos do que dez posições e, 17 rodadas depois da parada, já estava ocupando o G4 da Série A.

Na luta contra a degola, o Atlético, para alcançar 46 pontos e se livrar definitivamente do risco de rebaixamento, terá que aumentar seu aproveitamento. Para fazer 15 pontos nos doze jogos restantes, o Furacão terá que fazer pelo menos 41,67% de rendimento na competição nacional. Para o Coritiba a missão é um pouco mais difícil. Precisando somar mais vinte pontos nesta reta final do Brasileirão, o Coxa precisa de 55% de aproveitamento para escapar de um novo rebaixamento para a Segunda Divisão na próxima temporada.