Um dos candidatos à presidência da Fifa, o francês Jérôme Champagne apresentou nesta segunda-feira uma queixa formal contra a Uefa e a Confederação Asiática de Futebol, que já declararam apoio a rivais de Champagne no pleito a ser realizado na sexta-feira, em Zurique.

Champagne pediu aos monitores da Fifa, responsáveis pela eleição, que cancelem as credenciais de 20 observadores da Uefa e outros sete da entidade asiática. Esta credencial permite a eles entrar no hall da sede da Fifa em Zurique.

Para Champagne, os observadores das duas entidades vão “inundar o hall do Congresso da Fifa com seus funcionários com credenciais”, afirmou o francês, em carta a qual teve acesso a agência Associated Press. O candidato insinua que a Uefa e a Confederação Asiática teriam maior força para conquistar mais votos na sede da Fifa.

De acordo com Champagne, as credenciais extras fornecidas à Uefa e aos asiáticos são “uma grosseira violação dos princípios de justiça” na eleição. “Além disso, a lista dos nomes beneficiados com estas credenciais revelam a presença da maioria de membros destes dois candidatos”, disse o francês.

O secretário-geral da Uefa, Gianni Infantino, e o presidente da Confederação Asiática, o xeque Salman Bin Ibrahim Al-Khalifa, são os dois principais favoritos à vitória nas eleições desta sexta. Os outros candidatos são o sul-africano Tokyo Sexwale e o príncipe jordaniano Ali Bin Al-Hussein.

Os cinco candidatos disputam votos de 209 federações associadas à Fifa, para substituir o suíço Joseph Blatter no cargo de presidente. Para ser eleito, o candidato deve ter dois terços dos votos na primeira votação. Caso isso não aconteça, o que é o mais provável, haverá nova disputa, desta vez contando somente com os dois mais votados no primeiro turno.