O chefe-executivo do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Jim Scherr, apresentou na noite de quinta-feira (5) sua carta de demissão do cargo, em meio a um momento turbulento nas finanças da entidade, que tenta ajudar a campanha de Chicago a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Ele será interinamente substituído por uma das diretoras da entidade, Stephanie Streeter.

“Foi um período incrível, em que pude ajudar os atletas a alcançar seus sonhos. Sentirei falta disso”, afirmou Scherr, que ficou seis anos no cargo e comandou a campanha norte-americana nos Jogos de Pequim, no ano passado, em que o país acabou superado pela China no número de medalhas de ouro, 51 a 36, mas se manteve à frente no total de medalhas, 110 contra 100 dos anfitriões.

Ex-atleta de luta olímpica, que defendeu o país nos Jogos de Seul, em 1988, Scherr não caiu por causa do desempenho esportivo, e sim pela crise financeira, embora a entidade não tenha dado nenhum motivo oficial para a decisão. “Foi uma ideia mútua, decidida em comum acordo entre as duas partes”, disse Larry Probst, presidente do Comitê. Na última terça-feira, após reunião da diretoria, a entidade anunciou um corte de 15% nos salários dos funcionários, a fim de economizar US$ 7 milhões.

Entre os líderes da candidatura de Chicago, a decisão não repercutiu muito bem. “Não acho que vá ajudar muito, embora não tenha certeza se vai atrapalhar, não há razão para isso”, afirmou Pat Ryan, chefe do comitê organizador. “Estou chocado e não fico feliz, mas são coisas que acontecem. Todos nós somos substituíveis”, lamentou.