Os jogadores do Chivas atribuíram a confusão ao fim da decisão da Copa Libertadores, na noite de quarta-feira, à agressão de um torcedor do Internacional, que teria invadido o gramado do Beira-Rio e atacado o meia Marco Fabian logo após o apito final. A confusão, que foi abafada rapidamente, quase estragou a festa do time brasileiro.

“O que aconteceu foi que um torcedor invadiu o campo e acertou o nosso jogador. Isso causou todo o problema. Não deveria ter acontecido”, reclamou o técnico Jose Luis Real. “Eles têm que nos respeitar. Não podemos ser tratados assim. Foi por isso que ficamos chateados”, reforçou o atacante Adolfo Bautista.

Autor do gol do Chivas no jogo de ida, Bautista foi alvo de vaias durante todo o jogo por ter desprezado a cerimônia de execução do hino brasileiro, antes do início da partida. Ele deixou o alinhamento dos jogadores mexicanos para completar seu aquecimento em campo. Outro atleta do Chivas utilizou a cerimônia para se alongar, ao lado dos demais companheiros, que acompanhavam o hino.

O clima hostil se manteve durante todo o jogo. Em pelo menos duas ocasiões, jogadores das duas equipes quase trocaram agressões durante a partida, após lances mais ríspidos. No apito final, o zagueiro mexicano Reynoso (que havia dado socos em Rafael Sobis em uma jogada na lateral do campo) se dirigiu aos jogadores do Inter, que festejavam o título, e agrediu Índio.

Índio e Fabiano Eller reagiram, mas os jogadores do Inter e os seguranças evitaram uma confusão generalizada. Os atletas do Chivas precisaram ser escoltados pela polícia até o pódio, onde receberam suas medalhas. “Não havia segurança. Foi uma vergonha”, criticou o meia Marco Fabian.