A chuva atrapalhou os testes da Fórmula 1 na cidade de Portimão, em Portugal, desde segunda-feira. Mas, nesta quinta, foi ainda pior. Os carros não puderam nem sequer ir para a pista do Circuito do Algarve, devido à tempestade que desabou sobre o autódromo lusitano.

Como não havia segurança para que os helicópteros médicos decolassem do circuito, o teste foi interrompido por bandeira vermelha às 9h30 (horário local). Como as condições climáticas mantiveram-se ruins ao longo do dia, os carros não deixaram os boxes.

Os pilotos lamentaram o dia de trabalho perdido. “É uma pena que não pudemos fazer nada hoje. Nessa fase, é preciso aproveitar o máximo de tempo na pista”, afirmou o bicampeão Fernando Alonso, da Renault. O espanhol teve de se contentar com apenas um dia de testes, na quarta.

“Fiquei feliz por ter pilotado o carro pelo menos um dia com pista seca. Conseguimos muitos dados importantes”, avaliou o piloto, que voltará aos testes em fevereiro, no circuito de Jerez de la Frontera.

Para a Toyota, de Timo Glock, os ajustes no modelo TF109 terão de esperar até o próximo teste, no Bahrein. “É uma pena encerrar a semana de testes assim. Pelo menos no Bahrein a expectativa é de que o tempo esteja um pouco melhor”, afirmou o alemão, referindo-se ao fato de o circuito de Sakhir estar localizado em uma área desértica.

Quem também lamentou a falta de quilometragem em pista seca foram os engenheiros da Bridgestone. A empresa japonesa, única fornecedora de pneus da categoria, esperava usar a semana de atividades em Portimão para coletar informações sobre temperatura e desgaste. Com a chuva, as análises praticamente limitaram-se aos compostos para pista molhada.