A União Ciclística Internacional (UCI) anunciou nesta sexta-feira a extensão para todo o mundo da pena aplicada ao alemão Stefan Schumacher, que foi flagrado no exame antidoping da última edição da Volta da França, e já havia sido suspenso por dois anos pela federação francesa da modalidade. Indignado, o atleta promete recorrer à Corta Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça, para ter o direito de competir.

Schumacher, de 27 anos, venceu duas etapas da Volta da França e terminou em 25º lugar na classificação da prova. Em setembro, no entanto, foi anunciado seu doping com a substância Cera, um derivado da eritropoietina (EPO), que auxilia na oxigenação do sangue e na recuperação muscular, após provas que exigem muita resistência física.

O doping, no entanto, só foi flagrado dois meses após a prova, já que, com a descoberta de nova tecnologia para detecção da Cera, os organizadores da Volta da França resolveram reexaminar todas as amostra de sangue coletadas. Ao todo, seis ciclistas foram flagrados e suspensos.

Proibido de disputar qualquer tipo de competição até 21 de janeiro de 2011, Schumacher jura inocência e promete ir à CAS, instância máxima da justiça desportiva, pois diz que não teve direito a defesa. “Uma coisa é clara: eu não me dopei e não tenho nada a esconder”, disse o ciclista, que informado por fax pela UCI da extensão da pena. Ele ficou sem equipe após o fim da Gerolsteiner, pelo qual disputou a Volta da França, e já havia assinado com a Quick Step quando o escândalo estourou, sendo imediatamente dispensado.