Além dos problemas de cartões e lesões para a partida desta quarta-feira contra o Coritiba, que não permitem a repetição da escalação do time em dois jogos seguidos, o técnico Claudinei Oliveira enfrenta a rejeição de alguns dos nove integrantes do Comitê de Gestão do Santos. Por isso mesmo, ele já sente que, em 2014, estará no mercado à procura de novo clube para trabalhar.

O principal indício é que, ao contrário do que acontecia com o antecessor Muricy Ramalho, o atual treinador do Santos não tem sido chamado pela cúpula santista para opinar sobre o planejamento para a temporada de 2014 e sugerir nomes de reforços para o time.

“Tenho conversado algumas coisas com Zinho (gerente de futebol) e com Zanotta (André Zanotta, superintendente de futebol), mas não com o Comitê de Gestão. Não cabe a mim ir direto ao Comitê porque há uma hierarquia nisso. Conversamos sobre o que é melhor contratar em termos de posições, mas sem falar em nomes. Falamos sobre as nossas principais carências e da possibilidade de dividir o elenco e antecipar as férias para um grupo de jogadores, que voltaria mais cedo em 2014 para começar o Campeonato Paulista. Mesmo que eu não fique, é minha obrigação fazer esse tipo de trabalho”, afirmou o treinador, que está no comando desde maio, quando Muricy foi demitido – depois de ficar um tempo como interino, ele foi efetivado.