O técnico Claudinei Oliveira e as vicissitudes do tempo são companheiros de dia a dia. A primeira entrevista coletiva pós-jogo do novo treinador do Atlético trouxe o tema de volta à pauta. O apertado calendário do futebol brasileiro hoje é um vilão para o bom desenvolvimento do trabalho de Oliveira no Furacão, mas quando a alternância de campeonatos (jogos da Copa do Brasil e Sul-Americana intercalados aos do Brasileiro) gerar semanas cheias de trabalho, a promessa é de que o Rubro-Negro cresça muito de produção na temporada.

Culpar o pouco tempo de treinos soa como desculpa para o pouco desenvolvimento de uma equipe – e o treinador sabe disso. Mesmo assim, não há como fugir da justificativa. “Daqui para quarta, vou ter 20, 30 minutos de trabalho com o time principal. Se fizer mais que isso, ao invés de melhorar, vai piorar pelo desgaste físico. Treina alguma coisinha, viagem e joga. Volta e descansa. Treina um pouco sexta, um pouco sábado, para jogar domingo. Não dá pra fazer grandes mudanças, grandes alterações na forma de jogar”, explicou.

Para o técnico, é preciso incluir sua filosofia aos poucos. “Tem que respeitar o que vinham fazendo e colocar aos poucos o que a gente pensa. Quando tiver uma semana cheia, com certeza teremos uma evolução maior pelo tempo de trabalhar”.

Mesmo com tempo, o trabalho é grande. A missão do treinador é implementar uma nova filosofia de treinamentos, tendo que desatar alguns nós deixados pelos seus antecessores. Identificar o tamanho dessas dificuldades e traçar a estratégia para desatar os mencionados nós são os desafios que se avizinham. “O trabalho é grande – não pela falta de qualidade do elenco, pois são jogadores jovens, mas de muita qualidade -, mas para a gente implementar uma filosofia que eles não estão acostumados”, explicou. “Não é que eles joguem errado, mas já têm cultura de jogar, uma cultura tática e uma forma. Eu vou querer colocar minha forma de jogo e isso demanda tempo. Tem qualidade e é só trabalhar”, disse.

Quem conhece o trabalho de Claudinei Oliveira esta bem mais tranquilo que o torcedor que está pouco familiarizado. Como a maioria, defende a tese do “jogo a jogo” para projetar seus desafios. “Acredito no meu trabalho e na qualidade dos jogadores do Atlético. Não tem porque achar que vamos passar susto. Vamos fazer uma boa campanha. Agora, onde essa boa campanha vai nos levar depende de cada jogo. Não tem como respirar”, disse o treinador. Não adianta empatar muito que você não anda. Tem que ganhar para subir”, acrescentou.

O tempo entre um jogo ou outro, entre uma semana e outra vai determinar o futuro da equipe no Brasileirão. “O que eu gosto de fazer é trabalhar, dar treino. Adoro fazer isso. Vamos trabalhar e qualificar o Atlético taticamente”.

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