Moro foi receber o reforço
Cléber, ontem à noite.

O Coritiba fechou o ciclo de contratações. A posição, colocada oficialmente pelo vice-presidente Domingos Moro, foi tomada após o acerto com o meia Cléber, de 27 anos, que disputou o campeonato gaúcho pela Ulbra, de Canoas.

O jogador, que teve boas referências de vários treinadores, chegou ontem a Curitiba e deve ser apresentado esta tarde, no CT da Graciosa.

Cléber começou nas categorias de base do Grêmio, onde foi contemporâneo do goleiro coxa Fernando. Depois de passar por vários clubes do interior do Rio Grande do Sul, o armador destacou-se no Gauchão, marcando 13 gols e sendo o principal jogador da Ulbra, que eliminou o Grêmio nas semifinais, mas perdeu a decisão para o Internacional.

Após os primeiros contatos, no início da semana passada, a diretoria buscou informações com vários técnicos. E foi aí que o nome de Cléber ganhou maior força. “Nós tivemos o aval do Mano Menezes (ex-técnico do XV de Campo Bom), do Nestor Simionato (que trabalhou no Grêmio), do Cláudio Duarte (que já treinou o Coritiba)”, conta Domingos Moro.

Mas o acerto só aconteceu depois do ?aprovado? de um dos profissionais mais respeitados dentro do Couto Pereira. “A nossa referência principal foi o professor Otacílio Gonçalves da Silva Júnior”, diz o vice coxa, amigo próximo do “Chapinha”, que serve como interlocutor para ele e para o gerente de futebol Oscar Yamato.

Depois disso, foi só o tempo para acertar os salários. “Ele fica no Coritiba até o final do ano, com a possibilidade de continuar no clube até 2005”, explica o dirigente coxa. Cléber passa esta manhã pelos exames médicos, necessários para a assinatura do contrato. “É um jogador muito bem recomendado, e espero que venha para nos ajudar”, diz o técnico Antônio Lopes, que inicialmente descartou a utilização do reforço no clássico de sábado contra o Paraná.

E, com a vinda de Cléber, a diretoria garante não contratar mais ninguém. “Paramos de trazer jogadores. Temos agora que dar tempo para os que estão no clube mostrarem seu futebol, incluindo o Cléber. E não podemos esquecer que os jogadores que estão aqui têm virtudes. Nosso elenco é de qualidade”, finaliza Domingos Moro.

Falta de gols, o problema a se resolver

Agora é “oficial”. O Coritiba, após dez rodadas, tem o pior ataque do campeonato brasileiro. Com duas vitórias e cinco empates na competição, o time só marcou sete gols, não conseguindo chegar nem na média de um por jogo (no momento, o Coxa faz 0,7 gol por partida). O mau rendimento ofensivo derrubou a média da temporada, e coloca em xeque o badalado trio de atacantes alviverde.

E a média só é razoável porque o time fez ?saldo? no campeonato paranaense. Na conquista do bicampeonato, o Coritiba marcou 28 gols em dezesseis partidas, chegando a 1,75. Claro que podem ser aventados os adversários mais fracos, mas contra Atlético e Paraná (os rivais diretos) o Coxa fez sete gols em quatro jogos – e chegando exatamente à mesma média final.

Mas o rendimento ofensivo coxa parou por aí. Na Copa Libertadores, o Cori marcou apenas sete gols em seis jogos (média de 1,17). E gols faltaram, principalmente nos empates contra o Olimpia, que foram decisivos para a eliminação precoce da equipe. E, no brasileiro, os mesmos sete gols – mas agora em dez partidas, rendimento mais fraco da competição.

E logo o ataque era o setor mais forte do Coritiba no início da temporada. Afinal, o clube contratara Luís Mário, Tuta e Aristizábal, “três jogadores de seleção”, como disse o presidente Giovani Gionédis. Mas as lesões, as suspensões e maus momentos técnicos dificultam o rendimento da trinca, que atuou junto apenas em três jogos – pouco mais dez minutos contra o Cianorte, na finalíssima do paranaense contra o Atlético, e em dez minutos contra o São Caetano.

“É por isso que eu não concordo quando dizem que o ataque do Coritiba está mal”, adverte Luís Mário, o atacante que mais se destacou até agora. “Se você olhar no retrospecto do ano, nós jogamos muito poucas vezes juntos. E isso faz diferença. Não dá para afirmar que nós somos o pior ataque do brasileiro”, afirma o “Papa-léguas”. A favor da trinca, o rendimento: quando estiveram juntos, o Coxa venceu duas partidas e empatou a outra (e no empate, conquistou o título estadual).