“É uma decepção.” “Estamos indignados.” “É complicado.” Essas foram as palavras de dirigentes de Londrina, Grêmio Metropolitano Maringá e Toledo, lamentando a paralisação da Divisão de Acesso.

A principal angústia dos clubes tem relação com o contrato de trabalho de seus atletas. Na palavra dos dirigentes, prevalece o medo de que a competição não termine antes da finalização dos registros na CBF, causando prejuízo ainda não calculado.

“Muitos jogadores aguardavam o término do campeonato para acertar com clubes da Série B ou C do Brasileiro. Só que pra dar uma posição ao grupo, teremos que aguardar”, lamentou o presidente do Londrina, Cláudio Canuto. “Vamos ter que fazer contrato por mais 90 dias? É triste a situação, mas nós pagamos a conta”, completou o presidente do Toledo, Irno Picinini.

Depois de vender mais de mil ingressos e ter que cancelar uma carreata onde eram esperados mais de 70 carros e motocicletas para promover o jogo que deveria ocorrer amanhã, o presidente do Grêmio Metropolitano Maringá, Aparecido Regini, também desabafou.

“Estávamos treinando e soubemos logo após. Preparamos tudo pra jogar. Mas acaba não tendo o jogo e fica tudo ruim.” Situação similar viveu o Londrina. “Quando nos avisaram, já estávamos na concentração e pensando no jogo (contra o Nacional, em Rolândia)”, contou Canuto.

Já o Toledo se preparava pra pegar estrada até Maringá, onde enfrentaria o Grêmio Metropolitano. “Temos que cancelar o hotel e não sabemos se o dono vai nos cobrar, já que deixou de atender outras pessoas pra nos fazer a reserva. Tem que pagar o ônibus, que já estava alugado. Por fim, desde que foi anunciada a paralisação do campeonato, os torcedores não paravam de telefonar pra reclamar que não teria mais excursão”, completou Picinini.