O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, revelou nesta quarta-feira que o beisebol e o softbol podem voltar a ser incluídos em uma Olimpíada em 2020, quando o evento acontecerá em Tóquio, no Japão. As modalidades faziam parte do programa olímpico até os Jogos de Pequim, em 2008, mas não figuraram em Londres, em 2012, e também não serão disputadas no Rio, em 2016.

“Isso estará em discussão”, revelou Bach em entrevista coletiva. “Nós teremos a primeira discussão geral em dezembro, em um encontro do comitê executivo do COI. Então, o comitê executivo vai apresentar sua primeira discussão no papel em Sochi (durante os Jogos Olímpicos de Inverno, no ano que vem)”, completou.

Beisebol e softbol foram excluídos do programa de 2012 após uma eleição realizada em 2005. As duas modalidades, então, se uniram em uma única federação, na tentativa de voltar à Olimpíada em Tóquio em uma eleição que aconteceu em Buenos Aires, em setembro, mas acabaram sendo derrotadas.

A candidatura vencedora de Tóquio para os Jogos de 2020 fez com que a discussão sobre a volta do beisebol e do softbol para a Olimpíada fosse levantada, uma vez que os esportes são muito populares no país asiático. A inclusão no programa olímpico seria traduzida inclusive em facilidades de estrutura, já que o Japão possui estádios prontos para que as modalidades sejam disputadas.

O regulamento olímpico prevê que a inclusão de esportes no programa olímpico aconteça antes da escolha da sede, mas Thomas Bach admitiu que o COI pode ser mais “flexível” nesse caso. “Estou aberto para mais flexibilidade no programa olímpico. Mas primeiro nós vamos ter que ver o que o resto dos meus colegas no COI pensam.”