Depois da vitória contra o Criciúma, o torcedor do Atlético deu de ombros para a matemática. Embora seja “exata que só”, ela não será capaz de frear o otimismo do torcedor com as recentes atuações no Brasileirão. Os três triunfos seguidos levaram o Furacão para uma colocação confortável, com 40 pontos e nove de vantagem sobre a ZR.

Na ponta do lápis falta apenas uma vitória, já que hoje o número mágico é 43. Claudinei Oliveira é otimista e acredita que o time pode ir ainda mais longe. Em recente entrevista, o comandante rubro-negro projetou vitórias em todas as partidas até o final da competição. Se o futebol apresentado contra o Criciúma não encantou, os resultados mostram que passo a passo a equipe evoluiu a ponto de poder sonhar com algo assim.

Eufóricos ao final do jogo, os jogadores atleticanos abriram o coração. Até marcar o gol da vitória aos 32 minutos do segundo tempo, o time só havia chutado UMA (em caixa alta mesmo) bola ao gol. “É desse jeito. Tínhamos que vir fechados aqui. Eu sou um cara bastante ofensivo, porém minha ideia era primeiramente marcar. Não só eu, todo grupo tinha que marcar e sair no contra-ataque. Foi o que aconteceu, deu certo e estamos felizes com mais uma vitória”, disse o lateral Sueliton à beira do gramado.

Para Marcos Guilherme, autor da assistência que terminou no gol da vitória atleticana, o resultado coroa uma evolução que vem sendo observada há tempos. “A gente fica feliz. Estamos numa crescente. Nos fechamos, treinamos mais, focamos o trabalho e as coisas estão acontecendo. Antes a bola ‘batia na trave’ e saía. Hoje ela bate e entra. A gente merecia isso”, disse o meia. “Esse é o Atlético. Às vezes somos muito criticados por termos uma equipe jovem, mas só nós sabemos o quanto trabalhamos e nos empenhamos. Agora vem o resultado. O grupo todo está de parabéns”.