No discurso, o técnico interino Cristóvão Borges e os jogadores do Vasco têm frisado a importância de se dedicar com afinco à Copa Sul-Americana para consolidar este grupo como um dos mais vitoriosos na história do clube. Na prática, porém, a prioridade é o Campeonato Brasileiro. Com apenas três titulares, os vascaínos enfrentam nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), em Lima, o Universitario, pelo primeiro jogo das quartas de final da competição continental.

“Se tivesse mais um campeonato também estaríamos na briga. Queremos vencer. Vamos brigar até o último minuto. Faltam 45 dias para entrarmos para a história do Vasco”, disse o atacante Alecsandro, que ganha nova oportunidade no time principal.

A confiança é grande na qualidade dos substitutos, mas a realidade é que o rendimento cai sem os principais nomes da equipe, como seria de se supor. Vale lembrar que na fase anterior o time reserva foi superado em 3 a 1 pelo fraco Aurora, na Bolívia. Apenas Diego Souza, Fagner e Fernando Prass, dos titulares, fizeram a viagem ao Peru. Os demais ficaram no Rio de Janeiro em preparação para o jogo contra o Santos, no próximo domingo, pelo Nacional.

Por sinal, o retrospecto cruzmaltino como visitante na Sul-Americana indica um compromisso difícil. Em oito jogos, foram uma vitória e sete derrotas, seis delas por mais de um gol de diferença. Para Alecsandro, um fator preponderante é a falta de informações sobre os adversários. “A competição internacional é diferente. Por exemplo, o Santos nós já conhecemos, sabemos contra quem vamos jogar. Contra os times sul-americanos não é assim”, destacou. “Não acompanhamos estes campeonatos e a dificuldade é muito grande. Nós não sabemos o que vamos encontrar. A surpresa é a maior dificuldade”.