Ano novo, velhos fantasmas. É assim que o Paraná Clube inicia a disputa da sua sétima Série B do Campeonato Brasileiro seguida. Com os mesmos problemas financeiros vistos em 2008, quando jogou a Segunda Divisão pela primeira vez depois de ser rebaixado no mesmo ano em que disputou a Libertadores, o Tricolor entra neste ano para, primeiramente, conseguir se manter na Série B e, depois, pensar no acesso para a elite do futebol brasileiro. Mais do que formar um time competitivo, o desafio será conseguir manter os salários de jogadores e funcionários em dia durante os oito meses de competição.

Nesta temporada, o Paraná Clube conseguiu fazer uma boa campanha no Campeonato Paranaense, terminou a primeira fase na liderança, mas novamente os problemas financeiros impediram que o time paranista fosse adiante no Estadual. Depois de vencer o Atlético sub-23, fora de casa, o Tricolor precisava apenas de um empate na partida realizada na Vila Capanema, mas acabou eliminada. O resultado, na verdade, foi reflexo da crise financeira que passa o clube, já que dias antes do duelo decisivo, o clima ficou tenso e o elenco não se concentrou para a partida.

Com isso, o técnico Milton Mendes deixou o Paraná na metade de março, sem receber nenhum salário e, para a disputa da Série B, a diretoria apostava na experiência do técnico Ricardo Drubscky, que havia conquistado acessos recentemente. No entanto, na última terça-feira o treinador aceitou uma proposta do Goiás e, após apenas um jogo no comando, pela Copa do Brasil, deixou o time paranista, que começará a Série B com Luciano Gusso no comando.

A parceria com a Amaral Sports, do empresário Marcos Amaral, que gerou algumas dúvidas durante o primeiro trimestre deste ano, pode gerar bons frutos. O zagueiro Anderson Rosa, o volante Ricardinho e o meia Bismarck, destaques do Rio Branco no Campeonato Paranaense, chegaram para reforçar o time paranista. Além deles, o Paraná trouxe outros jogadores como o meia Juliano Mineiro, mas perdeu o volante Ricardo Conceição, que era uma das referências do grupo.

Além das contratações, que devem acontecer no decorrer da Série B, o Paraná Clube conta com jogadores remanescentes e que são titulares absolutos. Assim, a experiência do goleiro Marcos, do zagueiro Brinner, do meia Lúcio Flávio e do atacante Giancarlo garantem a Claudinei Oliveira uma espinha dorsal interessante para este início de competição.