A maioria absoluta dos 53.635 espectadores que formaram o maior público do Campeonato Brasileiro saiu do Morumbi decepcionada e preocupada com o futuro do São Paulo no torneio. O time errou nas finalizações, perdeu por 2 a 1 para a Coritiba e voltou para a zona de rebaixamento. Os paranaenses conseguiram sair da zona da degola e interromper uma sequência de quatro derrotas seguidas.

Ao longo do segundo tempo, os torcedores ainda esperavam que o time reeditasse a virada épica que havia conquistado diante do Botafogo, no sábado. Desta vez, não deu. Erros nas finalizações na etapa inicial e nervosismo foram decisivos para o resultado que interrompe uma série de três partidas sem derrota (vitórias sobre Vasco e Botafogo e empate diante do Grêmio).

Essa trinca havia criado expectativa de que o time buscaria novas perspectivas no torneio, mas o São Paulo novamente pensa unicamente em não ser rebaixado pela primeira vez em sua história. Na próxima partida, o time enfrenta o Bahia, em Salvador, outro time ameaçado.

O principal anfitrião da noite também decepcionou. Em sua reestreia no São Paulo depois de sete anos, Hernanes teve atuação apenas razoável. Não conseguiu ser dinâmico e vibrante como na virada diante do Botafogo e mostrou que ainda vai precisar se readaptar ao futebol brasileiro. Faltou participar mais do jogo e acabou substituído.

O nome do jogo foi o atacante Rildo, conhecido do futebol paulista pela passagem pela Ponte Preta, Santos e pelo Corinthians (neste, com menos destaque). Com sua velocidade característica e dribles curtos, foi a única opção ofensiva de um time que trazia seis desfalques.

Rildo fez gato e sapato do lateral Bruno e o transformou no vilão da noite, na visão da torcida do São Paulo. No início do segundo tempo, Rildo driblou Bruno e sofreu pênalti, marcado pelo lateral Thiago Carleto, que já teve passagem pelo São Paulo. Logo após a cobrança, Bruno foi substituído por Marcos Guilherme e saiu vaiado do Morumbi.

Ao longo do primeiro tempo, o São Paulo desperdiçou quatro chances claras. A principal delas, com Marcinho, aos 3 minutos, na cara do goleiro Wilson, foi apenas um presságio de que a noite seria difícil. O gol que Cueva desperdiçou aos 26, outra chance clara, só acentuou o nervosismo da equipe, que se transformou em desespero quando sofreu o primeiro gol.

O gol do colombiano Filigrana, em um contra-ataque construído por Rildo, aconteceu quando o time já estava desorganizado. As substituições, como a entrada de Denilson, autor do gol do São Paulo, resgataram o entusiasmo, mas não o bom futebol do time.

FICHA TÉCNICA:

SÃO PAULO 1 x 2 CORITIBA

SÃO PAULO – Renan; Bruno (Marcos Guilherme), Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Petros, Jucilei (Denilson), Marcinho, Cueva e Hernanes (Gomez); Pratto. Técnico: Dorival Junior.

CORITIBA – Wilson; Léo, Márcio, Thalisson Kelven (Romércio) e Carleto; Jonas (João Paulo), Alan Santos, Galdezani e Yan (Filigrana); Rildo e Alecsandro. Técnico: Marcelo Oliveira.

GOLS – Carleto (pênalti), aos 12, Filigrana, aos 22, e Denilson, aos 43 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Jonas, Bruno, Alan Santos, Galdezani, Yan, Wilson.

ÁRBITRO – Péricles Bassols (PE).

RENDA – R$ 1.464.246,00.

PÚBLICO – 53.635 pagantes.

LOCAL – Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).