O técnico do Chile, Juan Antonio Pizzi, minimizou nesta quarta-feira a pressão devido à situação delicada da seleção nas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018. O treinador afirmou que já viveu episódios mais complicados ao longo dos muitos anos de carreira no futebol.

“Eu fui criado neste ambiente, inclusive mais hostil. No futebol argentino, é mais hostil que aqui. Fiz praticamente toda a minha carreira na Europa. Conheço as pressões. Dirigi e joguei nas maiores equipes do mundo. Sei da repercussão que surge sobre tudo o que fazemos e isso não me surpreende”, desabafou o treinador.

Em busca da classificação, o Chile vai decidir a sua vaga nestas últimas duas rodadas das Eliminatórias contra o Equador, em Santiago, na quinta, e contra o Brasil, na terça que vem, no Allianz Parque, em São Paulo.

Com 23 pontos, o time chileno está na sexta posição, a um ponto do quinto colocado (Argentina), que garante a disputa de uma repescagem com um representante da Oceania para ir ao Mundial da Rússia – os quatro primeiros tê acesso direto para a Copa. O Brasil lidera o grupo com 37 pontos, seguido pelo Uruguai (27), Colômbia (26) e Peru (24).

Diante deste desafio, o treinador do Chile se mostrou confiante e animado para buscar os dois triunfos. “Temos muita paixão pelo que fazemos, que é viver e trabalhar com o futebol. Essas partidas e toda a nossa carreira são de vida ou morte. Nossos jogadores, apesar de tudo o que se diz, deixam a vida de lado para jogar futebol e representar a seleção”, afirmou Pizzi.

O treinador espera contar com o meia Pablo Hernández – que está voltando de uma lesão muscular – para o jogo contra os equatorianos. E confia na recuperação do volante Aránguiz, ex-Internacional, para a partida contra a seleção brasileira.