Estamos na final da Liga Mundial. Ainda demonstrando irregularidade, mas com o jogo mais consistente na semana, o Brasil venceu os Estados Unidos por 3 sets a 1 (25/20, 23/25, 25/20 e 25/19), na tarde desta sexta-feira (7), na Arena da Baixada, com grande atuação de Maurício Borges. A seleção agora espera o vencedor de França x Canadá, que se enfrentam ainda nesta sexta, para saber o adversário na final do sábado (8), às 23h, também no Joaquim Américo.

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A seleção brasileira começou tentando forçar o saque – no ritmo de Maurício Souza, que tem no seu flutuante a principal arma do time de Renan dal Zotto. Depois de abrir vantagem – para festa da torcida -, os americanos se recuperaram e equilibraram a partida. Sob os olhos de Lipe, curitibano medalha de ouro no Rio de Janeiro, fora da Liga por conta de uma lesão, o Brasil manteve a frente até a metade da primeira parcial.

O jogo, no entanto, ficou bem mais complicado. Os Estados Unidos acertaram sua linha de passe, só superada nos saques colocados de Lucão e Maurício Souza. Era quando a seleção conseguia folgar no placar, chegando a fazer 16×12. Com Lucarelli e Wallace inspirados, a vantagem aumentou e o set foi fechado em 25/20, no erro de serviço de Jaeschke.

O Brasil tentou não sofrer da “maldição do segundo set”, que foi vivida diante de Canadá e Rússia. Mas foram os norte-americanos que chegaram na frente no primeiro tempo técnico com 8×7. A partir daí, a frente dos visitantes aumentou até Renan parar o jogo em 13×9. Foi quando a seleção reagiu e marcou quatro pontos seguidos e igualou a parcial.

Depois da segunda parada técnica, os Estados Unidos voltaram a dominar o jogo, chegando a abrir cinco pontos de vantagem. Foi preciso uma salvadora passagem de Maurício Souza no saque para que o Brasil entrasse de novo no jogo e empatasse em 23 pontos. Mas um ataque efetivo e uma falha de Lucão deram os pontos necessários para que os visitantes fechassem o set.

Como sempre aconteceu na fase final da Liga, a seleção brasileira retornou elétrica para o terceiro set. Alertada por mais um susto, saiu logo abrindo seis pontos de vantagem. Bruno e Lucão afinaram a parceria e a virada de bola foi mais eficiente. Para que o passe e a defesa mantivessem o ritmo, Renan resolveu revezar os líberos, dando chance também a Tiago Brendle durante a parcial.

No único momento de pressão, os americanos chegaram a ficar dois pontos atrás, mas o Brasil rapidamente retomou o controle do jogo no saque de Maurício Borges, voltando a abrir uma frente de cinco pontos, o suficiente para fechar o set sem sustos em 25/20 no ataque de Sander para fora.

Os Estados Unidos voltaram a pressionar no saque na quarta parcial, aumentando a dificuldade brasileira. A seleção, no entanto, tinha Maurício Borges em grande tarde, bem no passe e eficiente no ataque. Assim, foi possível abrir vantagem em 11×8, quando o técnico adversário John Speraw parou o jogo.

Precisando vencer para levar o jogo ao tie-break, os visitantes passaram a forçar o jogo, mas o Brasil conseguia se manter à frente principalmente pelo trabalho defensivo. E foi a defesa que irritou os americanos, que acumularam erros até o ponto final, um ace de Maurício Borges, o dono da tarde na Arena.