O Goiás é o primeiro time brasileiro classificado para as quartas de final da Copa Sul-Americana. Jogando com um homem a menos desde o começo do segundo tempo, o time do Centro-Oeste perdeu por 3 a 2 para o Peñarol no Estádio Centenário, em Montevidéu, lotado pela torcida uruguaia.

A vaga nas quartas foi definida pelo critério de gols marcados fora de casa – o time alviverde havia vencido o confronto de ida, na semana passada, no Serra Dourada, por 1 a 0. Agora, o Goiás espera o vencedor do confronto entre Avaí e Emelec, que será decidido também nesta quarta. Os equatorianos venceram o primeiro jogo por 2 a 1, em casa.

A equipe do técnico Jorginho entrou em campo no Centenário como se estivesse em Goiânia. Tranquila, tocou pacientemente a bola no começo do jogo e não deixou o Peñarol se inflamar com sua fanática torcida. A postura madura foi premiada com um belo gol de Rafael Moura aos 16 minutos. O atacante recebeu lançamento de Marcão na área, matou no peito, cortou o mesmo zagueiro duas vezes e bateu no alto, sem a menor chance de defesa para o goleiro Sosa.

Bernardo, numa cobrança de falta que saiu rente à trave direita, quase ampliou a comodidade do Goiás. O problema é que o time relaxou sem conseguir marcar o segundo gol e definir logo a classificação. Empurrado pela torcida, o Peñarol achou o empate numa falha de Harlei e do trio de zaga. Pacheco bateu da entrada da área, o goleiro deu rebote e Coruco, em posição legal, apareceu livre para estufar a rede, aos 38.

O Centenário, então, virou um caldeirão. Com o frenesi das arquibancadas, o Peñarol se estabeleceu no campo de ataque e contou com mais um vacilo da zaga alviverde para chegar à virada. Aos 43, Ernando afastou com desleixo a bola para a entrada da área e Marcelo Sosa soltou uma bomba que ainda tocou no pé da trave esquerda antes de entrar.

O Goiás voltou para o segundo tempo com o atacante Éverton Santos no lugar de Bernardo. E o substituto conseguiu a proeza de receber dois cartões amarelos em 11 minutos. Foi expulso pelo árbitro Carlos Amarilla e só fez aumentar a pressão dos uruguaios, que já era grande. Jorginho fechou o time trocando Felipe pelo volante Carlos Alberto.

Apesar de ter ampla posse de bola, o Peñarol teve apenas uma chance clara de marcar o gol que lhe daria a classificação. Aos 26, Diego Alonso recebeu na área, cortou seu marcador e bateu torto, para fora. O Goiás, pelo contrário, selou a vaga nas quartas na única chance que teve. Carlos Alberto arrancou desde o meio-de-campo, invadiu a área e, de pé esquerdo, bateu cruzado empatar.

O Peñarol foi para o abafa e conseguiu chegar ao terceiro gol com Martinuccio, aos 39, após outra bola mal afastada pela zaga goiana. O time brasileiro se segurou nos últimos seis minutos regulamentares e mais os três de acréscimo para voltar a Goiânia classificado.

FICHA TÉCNICA:

Peñarol 3 x 2 Goiás

Peñarol – Sebastián Sosa; Corujo (Diego Alonso), Alcoba, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Marcelo Sosa (Mejía), Arévalo Ríos, Solari (Palacios) e Pacheco; Ramis e Martinuccio. Técnico – Manuel Keosseian.

Goiás – Harlei; Valmir Lucas, Ernando e Marcão; Douglas, Wellington Monteiro, Amaral (Jonílson), Bernardo (Éverton Santos) e Wellington Saci; Felipe (Carlos Alberto) e Rafael Moura. Técnico – Jorginho.

Gols – Rafael Moura, aos 16, Corujo, aos 38, e Marcelo Sosa, aos 43 minutos do primeiro tempo; Carlos Alberto, aos 32, e Martinuccio, aos 39 minutos do segundo.

Árbitro – Carlos Amarilla (PAR).

Cartões amarelos – Arévalo Ríos, Éverton Santos.

Cartão vermelho – Éverton Santos.

Local – Estádio Centenário, em Montevidéu (URU).