A seleção da Alemanha passará a terça-feira celebrando o título mundial nas ruas de Berlim, mas Joachim Löw e seus companheiros de comissão técnica já pensam no futuro. E o treinador sabe que não terá muitas dificuldades para manter o estilo técnico e ofensivo apresentado na Copa do Mundo porque há vários jovens talentosos pedindo passagem na seleção.

Assim que acabarem os festejos pelo tetracampeonato mundial, Löw começará a fazer planos para as Eliminatórias para a Eurocopa de 2016, que vão começar em setembro – o contrato do treinador com a Federação Alemã terminará ao fim da competição na França. É evidente que ele vai manter a base da equipe que foi campeã no último domingo, até porque alguns de seus principais integrantes são jovens. É o caso de Müller, Kroos, Özil, Götze e Khedira. Mas há no país garotos bons de bola que já mostram potencial para fazer parte dessa turma em pouco tempo.

Quando Löw pensa em reforçar a sua já poderosa seleção, o primeiro nome que lhe vem à cabeça é Marco Reus. Não se trata de um garoto porque o meia do Borussia Dortmund tem 25 anos, mas é um dos melhores jogadores revelados pela Alemanha nos últimos anos e só não veio ao Mundial porque sofreu uma lesão grave no último amistoso antes do torneio. Reus, que seria titular da equipe na Copa, é habilidoso, tem facilidade para conduzir a bola em alta velocidade e faz muitos gols.

Na mesma situação está o volante Gundogan, também do time de Dortmund. Ele não esteve no Brasil por causa de uma lesão, mas certamente voltará a ser parte importante da seleção. É um volante que joga de área a área e tem visão de jogo privilegiada, além de bater muito bem na bola.

No elenco campeão do mundo havia alguns jogadores jovens que deverão ganhar muito espaço até a Eurocopa. Um deles é Julian Draxler, meia do Schalke 04. Dono de ótima técnica e capaz de fazer belas jogadas individuais, o jogador de 20 anos é visto em seu país como alguém capaz de chegar ao nível de Götze, herói do título mundial, ou até ultrapassá-lo.

O volante Kramer, de 23 anos, é mais um produto da nova cultura alemã de privilegiar a técnica no meio de campo. O jogador do Borussia Mönchengladbach foi titular na final da Copa do Mundo por causa da lesão de Khedira, mas teve de sair do jogo no primeiro tempo por ter levado uma pancada na cabeça.

Também no meio de campo, começa a se destacar Emre Cam, que acabou de trocar o Bayer Leverkusen pelo Liverpool. É um jogador que ainda não foi convocado por Löw para a seleção, mas fez boa trajetória nos times de base da Alemanha. Assim como Sami Khedira, é um volante dinâmico, que desarma, cria jogadas de ataque e ainda aparece na área adversária.

SATISFAÇÃO – Com tantos jogadores talentosos prontos para tornar ainda mais forte o time campeão do mundo, é evidente que Joachim Löw está muito empolgado com o futuro da seleção. “O título certamente dará um empurrão ao futebol da Alemanha”, comentou o treinador. “Temos muitos jogadores jovens no país, jogadores de muito talento. Temos Reus, Khedira, Kroos só tem 23 anos… E temos ainda muitos outros jogadores jovens que certamente podem fazer muita coisa em suas carreiras”.

Pelas contas de Löw, dos 23 campeões do mundo, apenas Klose, de 36 anos, não poderá disputar a próxima Copa. E é aí que mora o maior problema do técnico: encontrar um grande centroavante para a Alemanha. O maior concorrente de Klose nos últimos anos, Mario Gómez, nunca foi a solução ideal e já tem 29 anos. Uma aposta dos dirigentes alemães é Samed Yesil, do Liverpool. O garoto de 20 anos fez muitos gols pelas seleções de base do país, mas precisa começar a ganhar espaço no clube inglês para poder ser levado em conta por Löw.