Monza

– Foram exatos 80 segundos e 89 milésimos numa média de velocidade média estrondosa de 260,395 km/h. Quase perfeitos, nas palavras de quem percorreu com este tempo os 5.793m de Monza, a pista mais rápida da Fórmula 1 atual. E foi Rubens Barrichello o autor da proeza, que lhe garantiu ontem a segunda pole-position na temporada e a 11.ª de sua carreira. O “quase” ficou por sua conta. “Foi perfeita”, corrigiu o companheiro Michael Schumacher, terceiro no grid do GP da Itália.

Elogio maior não há, vindo de quem veio. Daí a felicidade do brasileiro, que vê na corrida de hoje sua maior chance de vitória no ano. “Com certeza é. Mas tenho de ter algum cuidado na largada, do meu lado está o Montoya, que é um osso duro de roer. E tem uma Renault perto que a gente sabe como larga bem.” O colombiano ficou com o segundo tempo. Fernando Alonso, da Renault à qual Rubens se referiu, está em quarto no grid.

Os treinos em Monza foram muito equilibrados desde as sessões livres da manhã. Da pole ao décimo colocado, David Coulthard, da McLaren, a diferença foi menor do que um segundo: 0s960. “Tirando o tempo do Rubens, foi realmente tudo muito apertado”, espantou-se Norbert Haug, diretor da Mercedes. Verdade. O ferrarista destoou na classificação, colocando 0s531 em Montoya. Entre este e Coulthard, apenas 0s429 separaram os nove pilotos seguintes.

Quem ficou com cara de ter chupado um limão foi Schumacher, que pela terceira vez no ano larga atrás do parceiro. “Eu cometi um erro na Parabólica que me custou muito tempo, por isso não tenho do que reclamar”, disse o alemão, campeão antecipado da temporada. “Mas estamos bem posicionados. Espero dar um presente para a torcida italiana aqui, seria bom terminar esta corrida em grande estilo.”

Dos outros brasileiros, Antonio Pizzonia foi o mais bem colocado, em oitavo. “Estou contente, a diferença de tempo para o Montoya não é muito grande e nossa estratégia é um pouco mais conservadora”, falou o amazonense, que deve fazer sua primeira parada um pouco depois que Juan Pablo. Ricardo Zonta, da Toyota, larga em 11.º e Felipe Massa, da Sauber, ficou em 16.º.

Há previsão de chuva para hoje em Monza. “Se isso acontecer, tudo bem. Meu carro está acertado para isso”, garantiu Rubens. Em circunstâncias normais, a tática padrão para todo mundo hoje é de dois pit stops. O GP da Itália, 15.ª etapa do Mundial, começa às 9h de Brasília e terá 53 voltas.

GP da Itália – grid de largada

(Monza, 5.793 m; tempo: sol, 27ºC; média do pole: 260,395 km/h)

Pos.

Piloto

País/Equipe/Pneus

Tempo

1)

Barrichello

BRA/Ferrari/B

1min20s089

2)

Montoya

COL/Williams-BMW/M

1min20s620

3)

M. Schumacher

ALE/Ferrari/B

1min20s637

4)

Alonso

ESP/Renault/M

1min20s645

5)

Sato

JAP/BAR-Honda/M

1min20s715

6)

Button

ING/BAR-Honda/M

1min20s786

7)

Raikkonen

FIN/McLaren-Mercedes/M

1min20s877

8)

Pizzonia

BRA/Williams-BMW/M

1min20s888

9)

Trulli

ITA/Renault/M

1min21s027

10)

Coulthard

ESC/McLaren-Mercedes/M

1min21s049

11)

Zonta

BRA/Toyota/M

1min21s520

12)

Webber

AUS/Jaguar-Cosworth/M

1min21s602

13)

Panis

FRA/Toyota/M

1min21s841

14)

Klien

AUT/Jaguar-Cosworth/M

1min21s989

15)

Fisichella

ITA/Sauber-Petronas/B

1min22s239

16)

Massa

BRA/Sauber-Petronas/B

1min22s287

17)

Pantano

ITA/Jordan-Ford/B

1min23s239

18)

Baumgartner

HUN/Minardi-Cosworth/B

1min24s808

19)

Bruni

ITA/Minardi-Cosworth/B

1min24s940

20)

Heidfeld

ALE/Jordan-Ford/B

1min22s301*

*Fez o 17.º tempo, mas trocou o motor na sexta e de carro
depois da pré-classificação, perdendo dez posições no grid.