A temporada 2016 acabou e o futebol paranaense teve seus altos e baixos, com o Atlético conquistando o título paranaense e uma vaga na Libertadores, o Londrina deixando escapar na reta final o acesso à Série A e Coritiba e Paraná brigando contra o rebaixamento em suas respectivas divisões. E ao longo de todo ano, tiveram aqueles que se destacaram e foram decisivos para seus times.

Por isso, a Tribuna resolveu fazer uma seleção com os melhores do nosso futebol paranaense. No total, nove jornalistas participaram*, escolhendo a melhor escalação, o técnico, o craque e a revelação de 2016. Melhor equipe do Estado no ano, o Furacão é quem tem mais representantes, com quatro jogadores, seguido por Tubarão, com três escolhidos, e Coxa e Tricolor, com dois nomes cada um.

Foram 19 jogadores citados, mas apenas três foram unanimidades: o zagueiro Thiago Heleno, o volante Hernani e o atacante Pablo, sendo o defensor o craque da temporada.

Confira a seleção

Goleiro – Weverton (Atlético)

Um ano para jamais ser esquecido pelo camisa 12 atleticano. Campeão estadual, medalhista de ouro olímpico, com direito a status de herói na decisão contra a Alemanha, convocação para a seleção brasileira principal, e vaga na Libertadores. Weverton brilhou em 2016 e as oportunidades conquistadas foram muito graças às suas defesas, que ajudaram o Atlético a terminar entre os seis primeiros colocados no Brasileirão.

Diego Tavares foi um dos poucos que se salvaram no Paraná este ano. Foto: Marcelo Andrade
Diego Tavares foi um dos poucos que se salvaram no Paraná este ano. Foto: Marcelo Andrade

Lateral-direito – Diego Tavares (Paraná)

Um dos poucos que se salvaram na péssima campanha do Paraná Clube na Série B. Mas, antes de chegar ao Tricolor, Diego Tavares já havia se destacado no Toledo pelo Campeonato Paranaense. As boas atuações pelo Porco chamaram a atenção do time paranista, que rapidamente o contratou e viu a aposta se firmar no segundo semestre. Como lateral ou meia, o jogador foi decisivo e ainda fez gols importantes.

Zagueiro – Thiago Heleno (Atlético) – Craque paranaense

Xerife do Furacão, Thiago Heleno veio como refugo e terminou o ano como destaque. Ganhou moral na final do Paranaense, mas melhorou de rendimento no Campeonato Brasileiro, onde se tornou uma das principais peças da equipe na conquista da vaga na Libertadores.

Zagueiro – Éverton Sena (Londrina)

Contratado para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, Éverton Sena rapidamente se firmou na equipe titular do técnico Cláudio Tencati para não sair mais. Foi um dos responsáveis pela melhora defensiva do Londrina e as boas atuações chamaram a atenção de outros clubes. Tanto que o Goiás já contratou o jogador.

Lateral-esquerdo – Léo (Londrina)

Encostado no Fluminense, Léo, que chegou como Léo Pelé, parece ter encontrado no Tubarão o seu futebol. Lateral ofensivo, chegou constantemente à frente, com cruzamentos precisos e lançamentos eficientes. Virou arma ofensiva do time.

Volante – Germano (Londrina)

O experiente capitão parece ser o dono do time do Londrina. Aos 35 anos, o incansável Germano é o cão de guarda da defesa do Tubarão e também um elemento surpresa no ataque. Participativo, está dentro da área em todas as jogadas de bola parada, que também é com ele, o cobrador de pênaltis do time. Tanto que marcou nove gols na Série B.

Volante – Hernani (Atlético)

Um dos grandes nomes do Furacão ao longo da temporada. Começou o ano na reserva de Jadson. Na reta final do Paranaense foi ganhando chances e marcou um gol na final contra o Coritiba. No Brasileirão, virou referência no meio-campo e dono de chutes certeiros. Fez seis, mas também mostrou habilidade para fugir da marcação

Meia – Juan (Coritiba)

Rei das assistências do Coritiba. Ao longo de toda a temporada, Juan deu 12 passes para gols, além de ter marcado outros 13. Aos 34 anos, ter sido deslocado para a armação fez bem para o então lateral-esquerdo. No meio do ano, se envolveu em uma polêmica com Pachequinho, que cluminou em um afastamento de duas semanas. Arrependido, voltou com tudo e ajudou o Coxa a escapar do rebaixamento.

Atacante – Róbson (Paraná)

Aposta da diretoria para a temporada, que o buscou no São Caetano, Róbson foi a velocidade do Paraná dentro de campo. Habilidoso, saía da marcação com velocidade e também marcou seus gols. Líder em vários quesitos na Série B, chamou a atenção do São Paulo, que o levou ainda este ano. Depois que foi embora, o Tricolor caiu de rendimento, mostrando como ele era importante.

Atacante – Pablo (Atlético)

Pablo mal era cogitado no início da temporada. Só ganhou espaço quando Paulo Autuori, com quem trabalhou no Japão, foi contratado. Depois que entrou, porém, não saiu mais. Empenhando e polivalente, o jogador atuou como centroavante, armador e atacante de velocidade. Marcou 12 gols na temporada, sendo nove no Brasileirão, e a confiança, que num primeiro momento vinha apenas do treinador, agora também vem das arquibancadas. Um ano de recuperação.

Artilheiro do futebol paranaense, com 23 gols, Kléber foi decisivo para o Coritiba. Foto: Henry Milleo
Artilheiro do futebol paranaense, com 23 gols, Kléber foi decisivo para o Coritiba. Foto: Henry Milleo

Atacante – Kléber (Coritiba)

Artilheiro do Campeonato Paranaense de ponta a ponta, com 13 gols, e um dos maiores goleadores do Brasil, com 23 gols marcados, o Gladiador provou que com uma boa pré-temporada poderia render aquilo que sempre se esperava dele. Capitão do Coxa, Kléber foi ponto de referência da equipe ao longo do ano e, diferentemente de 2015, foi decisivo. Além disso, passou longe das lesões – tanto que só ficou fora por conta de uma fratura no pé.

Técnico – Paulo Autuori (Atlético)

Contratado em março, Paulo Autuori chegou sob desconfiança, uma vez que os últimos trabalhos no Brasil – São Paulo, Vasco e Atlético-MG – não haviam dado resultados. Porém, a filosofia do treinador parecia encaixar perfeitamente com aquilo que o Atlético prega. O resultado foi um Furacão muito bem taticamente e voltando a conquistar um título. Em meio a um elenco reduzido, o técnico soube aproveitar a base, tirou o melhor de algumas peças e a todo o momento se manteve próximo da briga pela Libertadores, objetivo do clube na temporada.

Revelação – Raphael Veiga (Coritiba)

Raphael Veiga parecia que teria um 2016 no ostracismo. Pouco aproveitado, dificilmente ganharia uma chance. Até que o afastamento de Juan, juntamente com a lesão de outros jogadores da posição, deram uma oportunidade ao meia, que logo no primeiro jogo, na vitória do Coritiba por 1×0 sobre o Santa Cruz, deu outra cara ao time, de onde não saiu mais até a reta final da temporada. A negociação com o Palmeiras fez a torcida pegar no seu pé e o rendimento caiu bastante. Mesmo assim, passou por cima disso e fechou a sua participação com um golaço sobre o Atlético-MG, no Couto Pereira, ajudando na permanência do Alviverde na elite.

*Participaram da votação: Anderson Luís (PFC); André Pessôa (repórter do Rio de Janeiro, ex-Fox Sports), Carlos Bório (Tribuna), Cristian Toledo (Tribuna), Diogo Souza (Tribuna), Eduardo Luiz (Tribuna), Luiz Ferraz (Tribuna), Ricardo Brejinski (Tribuna) e Thiago Ribeiro (RPC)