Em um acordo entre situação e oposição, o Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira, o texto do novo estatuto do clube. Agora o documento vai para apreciação dos sócios e precisará da aprovação para passar a valer a partir de abril de 2017, quando haverá eleições para presidente.

O estatuto traz algumas mudanças no regimento, entre elas o mandato para presidente de três anos, sem possibilidade de reeleição, o aumento para 100 conselheiros eleitos (atualmente são 80), nova data para eleições, passando de abril para dezembro, e conselho fiscal independente, ou seja, ele não poderá ser formado por pessoas dos demais conselhos.

O documento também propõe a criação de um conselho de administração com nove integrantes, sendo três indicados pelo presidente, três pelo conselho deliberativo e um pelo consultivo, além do presidente e vice, e fim dos cargos estatutários de vice-presidentes e diretores, menos para esportes amadores. Com isso, a diretoria será formada por executivos contratados.

Dois pontos ainda não estão garantidos, mas mostram a intenção da mudança, que é o estudo de viabilidade para voto direto de associados e sócio-torcedores a partir de 2020 e o estudo de viabilidade para separação do futebol e departamento social. A expectativa é que o texto do novo estatuto seja discutido e votado pelos sócios em dezembro.