Em toda a engenharia financeira que envolveu as obras de remodelação e ampliação da Arena da Baixada, o custo das obras também aumentou. O valor inicial da reforma do Joaquim Américo era de R$ 184,6 milhões. Por causa da demora na liberação dos repasses e de acordo com os reajustes nos orçamentos previamente realizados, o aumento foi inevitável e o custo da reforma do estádio atleticano passou para R$ 265 milhões, podendo aumentar até junho, quando começará a Copa do Mundo do Brasil.

Entretanto, o valor recebido pela CAP S/A até o momento é inferior ao valor orçado da obra. O clube recebeu até o momento R$ 180,6 milhões, sendo a quantia de R$ 87,4 milhões oriunda dos poderes Estadual e Municipal, como parte do acordo tripartite firmado para o financiamento realizado junto ao BNDES no valor de R$ 131,1 milhões. O clube ainda tem para receber R$ 6,5 milhões do contrato firmado com a instituição financeira nacional e R$ 39,1 milhões do terceiro contrato junto a Fomento Paraná. Mesmo com mais R$ 45,6 milhões que tem a receber, faltarão R$ 38,8 milhões para custear o valor total da obra. Quando firmou o acordo tripartite, Mário Celso Petraglia garantiu que qualquer valor adicional seria de responsabilidade total do clube. Entretanto, o presidente atleticano ainda não deu garantias ao Governo do Estado e à Prefeitura de Curitiba que arcará com o custo adicional das obras do Joaquim Américo.