Campeã olímpica em Pequim-2008, a seleção feminina de vôlei do Brasil inicia amanhã, às 16h (de Brasília), contra a Turquia, a defesa do título olímpico. A partida acontece no Centro de Convenções Earls Court, e é válida pelo Grupo B do torneio.

Mas se em 2008 o time do técnico José Roberto Guimarães conquistou o inédito ouro de forma invicta e com apenas um set perdido em todos os jogos, em Londres a tarefa promete ser bem mais dura. Além de não poder mais contar com jogadoras importantes, como a levantadora Fofão, hoje aposentada, e a ponteira Mari, cortada por questões técnicas, os adversários do Brasil na fase de grupos são fortes.

“Os EUA têm um dos melhores times do mundo. A China conseguiu a classificação na Copa do Mundo. A Sérvia conta com uma equipe talentosa, que venceu o pré-olímpico mundial. Já a Turquia conseguiu a vaga no pré-olímpico europeu, com vitórias sobre Rússia e Polônia. A Coreia do Sul também teve uma boa atuação no pré-olímpico mundial, ficando na frente de Cuba e Japão. É um grupo difícil, mas estamos preparados para brigar por medalha”, afirmou o treinador ao site do COB (Comitê Olímpico Brasileiro.

As brasileiras não escondem que, atualmente, a seleção norte-americana é a grande favorita ao ouro. O time dos EUA vem de três títulos consecutivos do Grand Prix, e o Brasil, de três vices para as americanas -o último deles neste ano.

Para a oposto Sheilla, vencer a Turquia na estreia será fundamental, já que Brasil e EUA irão se confrontar já na segunda rodada da chave. “É meio clichê, mas não tem como fugir. Vencer na estreia dá moral e serve para quebrar o gelo inicial. O grupo está muito bem preparado, vamos com tudo para brigar por medalha”, disse.

Mas o jogo contra as turcas não deve ser fácil, já que a equipe foi a terceira colocada no último Grand Prix. “Ganhamos delas de 3 a 1, mas foi um jogo duro. Precisamos estar extremamente concentradas para impor nosso ritmo”, completou a levantadora Fernandinha.