O Atlético entra em campo amanhã, a partir das 20h30 no Estádio do Café, tomando todo o cuidado para não deixar a confiança criada pelo bom resultado no jogo de ida contra o Londrina (3×1, sábado passado no Janguito Malucelli) se transformar em soberba. Para tentar atingir o objetivo, o técnico Petkovic conta com o retorno do zagueiro Ricardo Silva ao sistema defensivo, e também com a volta do “coração do time” ao setor de meio de campo.

Ao traçar a relação do nosso órgão vital com a importância de Otávio e Hernani para a equipe, Pet mostra sua grande arma para essa reta final de Paranaense: a motivação. Ainda com dificuldades de ser reconhecido taticamente como um bom treinador, ele mostra nos bastidores que é um excelente motivador. Quando jogador, essa característica era um de seus cartões de visitas. Agora, à beira do gramado, ele tem usado toda a experiência obtida na carreira para tocar em feridas e encontrar nas dificuldades palavras que motivem e façam um rebuliço nos brios dos piás atleticanos.

Questionado sobre as alternativas que terá para montar a equipe para quarta-feira, diferente da semana passada, ao invés de exaltar a volta da “dupla coração”, lembrou a ausência de Bruno Furlan. O atacante se lesionou antes dos 10 minutos do primeiro tempo e já ganhou de presente a promessa de empenho dos companheiros. “É uma perda para a reta final. Para nós seria importante tê-lo no grupo. Temos um grupo unido e ele vai estar conosco. O grupo vai fazer o possível para conseguir o resultado e fazê-lo feliz nesse momento em que está triste”, disse. Furlan vinha crescendo de produção e conquistando a admiração de Pet nos últimos jogos.

Independente de possíveis alterações na equipe (e elas devem acontecer de maneira substancial), Petkovic prefere, como manda a cartilha dos motivadores, exaltar a força do grupo. Segundo o treinador, o grupo vai considerar os detalhes que permeiam a partida, como o fato de ter a tranquilidade pela boa vantagem no jogo de ida. Mas o cuidado para não perder a característica permanece. “O mais importante é não fugir do nosso estilo e jogar bola como jogamos todos os jogos. Isso nos proporcionou chegarmos aonde chegamos”.

Considerando o desempenho recente de Ricardo Silva e a boa atuação de Léo Pereira no último domingo, o primeiro corre risco de perder a posição para o segundo. Contudo, justamente por privilegiar o bom clima do grupo, essa mudança pode ficar para outro momento. Na meia cancha Nathan pode ser a novidade, além, é claro, dos retornos de Otávio e Hernani.

Os números do “coração”

Otávio e Hernani estiveram em campo juntos em nove jogos. O Atlético venceu cinco desses jogos, perdeu outros quatro e empatou um. Otávio, aliás, é um dos atletas que mais jogou pelo Furacão: 12 vezes. Hernani só jogou em partidas nas quais Otávio também jogou: nove.