O diretor de seleções da CBF, Andres Sanchez, afirmou que a decisão de demitir Mano Menezes foi tomada pelo presidente da entidade, José Maria Marin.

Ele deixou claro que defendia a decisão de manter Mano Menezes e que foi contrário à decisão. Segundo Sanchez, a “quebra do trabalho não foi em um momento correto”.

“Fui voto vencido, mas tem que respeitar a hierarquia”, afirmou o dirigente momentos depois da demissão de Mano. “Ele [Marin] está sendo corajoso, ousado, está vendo futebol bastante”, completou o diretor de seleções em entrevista na sede da FPF (Federação Paulista de Futebol).

“Mano fez um bom trabalho e vinha em ascensão. Teve momentos difíceis, mas, na minha avaliação, fazia bom trabalho. A seleção não é só convocação. É tudo: logística, planejamento, viagem etc. O presidente [Marin] entendeu que é preciso uma nova metodologia e que era preciso mudar”, disse Sanchez.

Além de Marin, o vice da CBF, Marco Paulo Del Nero, também foi a favor da queda de Mano do comando.

“O metódo de trabalho e de planejamento agora tem que ser diferente”, acrescentou Sanchez. O dirigente afirmou ainda que o novo técnico da seleção será definido nos primeiros dias de janeiro, mas que há sete nomes em estudo. Ele não citou nenhum, mas se mostrou contrário à contratação de um estrangeiro.

“Não tenho [técnico] preferido porque não tem uma treinadora mulher”, disse Sanchez em tom de ironia. Apesar de ter sido contrário à demissão de Mano, o diretor de seleções será mantido no cargo.