Dos campos amadores do Vila Hauer para a Copa do Mundo da Rússia. O destino foi glorioso para o curitibano Thiago Cionek. O zagueiro, de 32 anos, não irá vestir a amarelinha e ser comandado por Tite. Porém, ele estará ao lado de Robert Lewandowski na seleção da Polônia, cabeça de chave do Mundial, e, inclusive, titular nesta terça-feira (19), no duelo da equipe contra Senegal.

Naturalizado polonês, o defensor nunca teve a oportunidade de brilhar por um time de sua terra-natal. Sem espaço no Trio de Ferro, Cionek foi iniciar sua carreira no futebol profissional em Mato Grosso. Mais precisamente no Cuiabá Esporte Clube, que atualmente disputa a Série C do Campeonato Brasileiro.

“No começo não foi fácil, na base eu não pude jogar em nenhum time grande, joguei por equipes amadoras, até que eu fui pro Cuiabá e de lá começou. Foi um início difícil, como é para quase todos os jogadores e eu tenho muito orgulho disso, de ter batalhado e nunca desistido do meu sonho”, disse o zagueiro, em entrevista à Tribuna do Paraná!.

Do Cuiabá, ele se transferiu pela primeira vez para a Europa. Foi jogar no Bragança, de Portugal. Não deu certo. Ele voltou ao Brasil e vestiu a camisa do CRB. Após uma temporada no clube alagoano, veio a proposta do futebol polonês. Cionek ficou quatro anos no Jagiellonia Bialystok e lá, enfim, se tornou cidadão da Polônia.

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Na sequência, o zagueiro se transferiu para o futebol italiano e não saiu mais. Passou por Padova, Modena, Palermo e, atualmente joga pelo, SPAL. “Já estou há 10 anos na Europa e estou muito feliz. Construí toda a minha carreira aqui, sou muito respeitado pelos clubes e fico feliz pelo carinho que os torcedores têm por mim”, comemora o defensor.

A felicidade maior veio no último dia 14, quando Cionek viu que seu nome estava na lista de convocados para a Copa do Mundo da Rússia. “Eu já fazia parte da seleção há algum tempo, e sei da concorrência que existe, mas eu tinha muita esperança que isso pudesse acontecer. Estou muito feliz e muito honrado em vestir a camisa da Polônia”, ressaltou. No Grupo H, os poloneses enfrentarão Colômbia, Japão e Senegal. Uma chave, teoricamente, tranquila. Mas, na prática, a tendência é que não tenha jogo fácil neste Mundial.

“A nossa seleção vem de uma evolução muito grande, já ocupamos o quinto lugar no ranking da FIFA e isso é fruto de muito trabalho, não é à toa que somos cabeça de chave na Copa. Acredito que podemos sim surpreender, pelo elenco qualificado que a gente tem. Copa do Mundo tudo pode acontecer, é um torneio curto, então precisamos ter o foco e a concentração em alta”, declarou o zagueirão, que será o único representante de Curitiba na Copa de 2018. “Sou de Curitiba e sempre que posso visito meus familiares e amigos que lá estão. É a cidade que tem a maior colônia polonesa na América do Sul. Tenho um carinho muito grande de ter nascido nessa grande cidade”, concluiu.