O Brasil entra em campo nesta segunda-feira (2), às 11h, para encarar o México em mais um passo na tentativa de conquistar o hexa na Copa do Mundo da Rússia. Se o duelo com a Sérvia já tinha cara de mata-mata, uma vez que uma derrota podia custar a eliminação, agora, pelas oitavas de final, não vencer significará voltar para casa. Ou seja, toda atenção será pouca.

Ainda mais depois dos confrontos de domingo (1), quando a Rússia eliminou uma das favoritas ao título, a Espanha, nos pênaltis, e a Croácia, que teve uma das melhores atuações na primeira fase, também precisou das penalidades para superar a Dinamarca. Ser o ’melhor time’ nestes duelos não tem significado muito no Mundial. Mesmo contra um antigo freguês.

Brasil e México se enfrentaram quatro vezes em Copas do Mundo. Foram três triunfos brasileiros (4×0 em 1950, 5×0 em 1954 e 2×0 em 1962), e um empate (0x0 em 2014). No entanto, o técnico Tite deixa para trás os números fora de campo.

“Dado estatístico, olhando para o passado, tal qual outras referências, como vitória de ouro olímpico. Podemos buscar dados da maneira que convir. O que é importante amanhã? No jogo anterior, todos os atletas tiveram muito bom ou bom desempenho. Isso fortalece a equipe”, disse o treinador, que terá um time um pouco mais marcador.

O lateral-esquerdo Marcelo, que sofreu um espasmo na coluna logo no começo da partida contra a Sérvia, não treinou o suficiente e será substituído por Filipe Luis. Na direita, mesmo com Danilo à disposição após uma lesão no quadril, Fagner será mantido como titular.

Confira como está o mata-mata da Copa do Mundo

“Falei com o Marcelo. Numa situação normal, ele jogaria. O que não pode é o técnico colocar um atleta em situação de insegurança num jogo desse. Ele quer participar. Isso mostra sua responsabilidade, seu comprometimento, mas me foi colocado que ele teria 45 ou 60 minutos de tempo de segurança. Não posso num jogo decisivo. Fagner tem enfrentamento, é uma de suas características, o um contra um dele é de qualidade”, acrescentou o comandante da seleção.

Cuidados e trabalho para evitar o contra-ataque, ponto forte dos mexicanos, e, ao mesmo tempo, ter mais liberdade para que Neymar, Philippe Coutinho e cia lá na frente possam criar e colocar o Brasil mais perto do título.