O Uruguai confirmou nesta segunda-feira (25), em Samara, sua posição como equipe mais forte do Grupo A ao vencer a anfitriã Rússia por 3 a 0 e chegar à liderança, com 100% de aproveitamento na primeira fase, algo que não acontecia desde a Copa de 1954. Apesar da derrota, os donos da casa fizeram uma campanha surpreendente e também estão no mata-mata.

O Uruguai fecha a fase de grupos sem levar um gol sequer.

Nas oitavas de final, os uruguaios irão enfrentar o segundo colocado do Grupo B, que tem Espanha, Portugal e Irã com chances de classificação —o Marrocos está eliminado— e que começa a ser definido a partir das 15h (de Brasília) desta segunda. O primeiro da chave terá os russos pela frente.

A partida que definiu o primeiro lugar do Grupo A começou cercada de expectativas. A Rússia iniciou o confronto com a possibilidade de fazer a melhor campanha da história de um anfitrião na fase de grupos, algo que nem o russo mais otimista poderia sonhar. Bastava vencer por um 1 a 0 para igualar a França de 1998 com nove pontos, nove gols a favor e apenas um contra (saldo de oito). Mas o atacante uruguaio Luis Suárez colocou água na vodca do torcedor adversário logo aos 9min do primeiro tempo ao marcar de falta.

Nem o meia Cheryshev, autor de três gols na Copa, pôde fazer algo para ajudar sua equipe. Ele foi às redes, mas desta vez com um gol contra, após desviar chute de Laxalt, aos 22min, e enganar o goleiro Akinfeev.

O técnico Stanislav Tchertchesov, da Rússia, decidiu poupar alguns jogadores em razão de sua seleção já estar classificada. Entre os que ficaram de fora estava o lateral direito brasileiro Mário Fernandes, que iniciou o jogo no banco. Em seu lugar entrou Smolnikov, expulso aos 37min após levar o segundo cartão amarelo. De fato, não era o dia dos donos da casa.

A expulsão fez com que o treinador russo tirasse o artilheiro Cheryshev e colocasse Fernandes em campo para recompor o sistema defensivo.

Com um a menos, a vida da anfitriã ficou mais difícil. Os atacantes uruguaios Cavani e Suárez trocavam de posição o tempo todo, infernizando a defesa russa. O ponta esquerdo Laxalt foi outro destaque. Com liberdade pelo lado do campo, ele foi responsável pelo chute que deu o segundo gol ao Uruguai e pela jogada que rendeu a expulsão de Smolnikov.

Óscar Tabárez, técnico da seleção sul-americana, também poupou jogadores. Giménez, Varela, Sánchez e Cristian Rodríguez iniciaram a partida no banco. Nada que impedisse o Uruguai de ser… Uruguai. Sempre brigando por todas as bolas, em todas as faixas do campo. Todo esse empenho resultou no terceiro gol da equipe, marcado por Cavani —o primeiro dele no Mundial—, aos 44 min. Agora, resta aguardar o adversário das oitavas de final.

URUGUAI

Muslera; Cáceres, Coates, Godín e Laxalt; Nández (Cristian Rodríguez), Vecino e Torreira; Bentancur (De Arrascaeta); Suárez e Cavani (Goméz). T.: Óscar Tabárez.

RÚSSIA

Akinfeev; Smolnikov, Kutepov, Ignashevich e Kudriashov; Zobnin e Gazinskii (Kuziaev); Samedov, Al Miranchuk (Smolov) e Cheryshev (Mario Fernandes); Dzyuba. T.: Stanislav Cherchesov.

Local: Arena de Samara, em Samara (RUS)

Juiz: Malang Diedhiou (SEN)

Cartões Amarelos: Bentancur (URU); Gazinskiy e Smolnikov (RUS)

Cartão Vermelho: Smolnikov (RUS)

Gols: Suárez (URU), aos 9min, e Cheryshev (contra, URU), aos 22min do 1º tempo; Cavani (URU), aos 44min do 2º tempo