“Vou ao jogo infiltrado”, brinca o motorista Anderson da Silveira, de 34 anos, que vive em San Diego, na Califórnia (EUA), e vai assistir à partida entre Corinthians e Tijuana, em solo mexicano, nesta quarta-feira, pela Copa Libertadores, apesar da Conmebol proibir a presença de torcedores do time brasileiro no Estádio Caliente.

Anderson é um dos vários brasileiros que vivem na região da fronteira entre Estados Unidos e México e vão ‘burlar’ a punição imposta ao clube pela morte do boliviano Kevin Espada em Oruro, na Bolívia.

“Comprei o ingresso mesmo depois da punição porque tenho um amigo fanático pelos ‘Xolos’ e me ligou perguntando se eu queria ir ao jogo. Claro que quis, estou há 18 anos sem ver o Corinthians jogar.”

Um funcionário do clube brasileiro disse que já previa que alguns corintianos tentassem assistir ao jogo mesmo sendo vedada a presença de torcedores do time brasileiro. “Como podemos impedir uma pessoa de comprar ingresso na bilheteria?”, afirmara.

Wesley Santana, 30 anos, é técnico em aviação e mora em Los Angeles. Ele veio a Tijuana e também veio ao hotel onde o clube está hospedado para tirar uma foto ou algum autógrafo de um de seus ídolos.

Com ingresso em mãos, ele disse que irá torcer “calado” no estádio. “Vai ser difícil, mas não podia perder a oportunidade, acho que várias pessoas estarão no estádio como eu, torcendo escondido para o Corinthians.”

Titular confirmado na partida, o meia Danilo aprova a presença de torcedores ‘infiltrados’. “Eles vão nos ajudar, mesmo quietinhos. Só não vão poder gritar gol”, declarou.