Foto: Orlando Kissner/Arquivo

Artur diz que é melhor os jogadores ficarem fora da disputa política.

Paz no Coritiba? Para o goleiro Artur, desde que o time caiu para a segunda divisão, isso não existe pelos lados do Alto da Glória. Portanto, ele nem se abala com as brigas políticas entre o presidente Giovani Gionédis e o grupo ligado a Evangelino da Costa Neves. Para o arqueiro, ainda há tempo e jogos suficientes para o Alviverde se recuperar e garantir uma vaga na Série A do ano que vem e propõe à diretoria uma redução dos preços dos ingressos para a torcida lotar o Couto Pereira e ser o ?centroavante? que a equipe tanto precisa.

?Turbilhão político tem desde 3 de janeiro e não se tem paz nesse clube. Todos vocês (repórteres) sabem disso e não é agora que surgiu?, desabafa Artur. Para ele, independente de vitórias ou derrotas em casa ou fora, o ambiente nunca se acalma. ?Eu acho que nós (jogadores) temos que ficar fora disso e pensar somente no acesso do Coritiba e quem usa esse momento para criar o turbilhão deveria pensar mais no clube?, aponta o arqueiro.

Para ele, o torcedor deve dar um voto de confiança porque o elenco ainda não jogou a toalha. ?Temos três jogos em casa e precisamos de 40 mil pessoas.

O Atlético-MG coloca 60, o Sport, 40, o América-RN, 50, e, se for possível, fazer uma campanha para baixar o preço dos ingressos para lotar aqui e o torcedor ser o 12.º jogador, nosso centroavante para colocar a bola para dentro?, pede. Como antes do Náutico em casa tem o Vila Nova fora, Artur promete a vitória para a galera. ?Temos que resolver nosso problema, que é vencer, fazer um jogo decisivo contra o Náutico e somar seis pontos para ficar entre os quatro?, projeta.

O zagueiro Índio concorda com o companheiro. ?O grupo está assimilando todo esse tipo de pressão, todo esse tipo de problema que estamos tendo, mas não queremos trazer essas coisas externas para dentro do grupo, pois só vai atrapalhar?, analisa. De acordo com ele, Evangelino x Gionédis à parte, o foco está é no confronto contra os goianos na sexta-feira. ?É óbvio que tivemos chances nos jogos fora, infelizmente isso não aconteceu, mas agora é ter cabeça no lugar, tranqüilidade e buscar essa reabilitação?, finaliza o defensor.

Problemas pra todos os gostos

O departamento médico do Coritiba confirmou ontem a doença do zagueiro Henrique, que o deixará afastado dos gramados por um período indeterminado. Em compensação, a contusão do meia Jackson não é tão grave e ele ficará de molho por três semanas. Já o atacante Ânderson Gomes está liberado para os treinamentos e poderá ser utilizado pelo técnico Paulo Bonamigo contra o Vila Nova, às 20h30 de sexta-feira, no Serra Dourada.

?O Jackson acabou sofrendo um traumatismo muito intenso no joelho direito contra o Paulista. Na hora, a dor foi muito intensa e submetemos ele a uma ressonância magnética e ficamos mais tranqüilos?, disse William Yousef, médico do Alviverde. Segundo ele, a contusão acabou sendo menos séria do que estava sendo esperado. ?Tem uma lesão do ligamento colateral medial, que é um ligamento da parte interna do joelho e o ligamento medial anterior e o menisco estão normais. Isso deixa a gente mais tranqüilo e, em torno de três semanas, ele deve estar voltando?, informou.

Já o caso do zagueiro Henrique é um pouco mais delicado e o clube só se manifestou através de nota oficial. ?O atleta Henrique Adriano Buss esteve internado para tratamento de quadro clínico de meningite viral. Encontra-se, desde sexta-feira, em tratamento domiciliar, e aguardamos sua evolução clínica para a alta e retorno ao futebol?, resumiu Lúcio Erlund, coordenador médico do Coxa.

Torcida prepara enterro

Na guerra política entre Evangelino da Costa Neves x Giovani Gionédis, o Movimento Unido Coritibano (MUC) foi reativado para tomar partido do Chinês. E o primeiro ato é promover uma carreata no dia 1.º de novembro e, no dia seguinte, Finados, abraçar o Couto Pereira para homenagear o ?eterno presidente? e fazer o enterro simbólico de Gionédis. ?Houve inúmeras ligações para minha casa e nos movimentamos para unir várias facções que têm vínculo com o Evangelino?, revela Édson Fink, presidente da nova entidade.

De acordo com Fink, esse movimento é para ir à forra contra Gionédis. ?O Evangelino está completamente entristecido e a intenção é angariar o maior número de pessoas possível na manifestação?, explica.