Coritiba e Athletico são os dois piores ataques do Brasileirão. Em 13 rodadas, o Coxa marcou apenas nove vezes, enquanto o Furacão soma dez no total.

Para analisar a dificuldade da dupla paranaense em balançar as redes, pedimos a opinião de Cristian Toledo, blogueiro da Tribuna do Paraná e comentarista da RPC, Carneiro Neto, colunista da Gazeta do Povo e Augusto Mafuz, também blogueiro da Tribuna.

Leia as análises sobre os ataques de Athletico e Coritiba:

Cristian Toledo

O Athletico ainda não teve uma afirmação ofensiva em 2020. A forma que o time joga, o tal “jogo CAP”, exige um centroavante na formação. Com mais movimentação, como Pablo, ou mais fixo, como Marco Ruben, mas sempre um centroavante. E a rigor o Furacão não teve essa peça até a contratação de Renato Kayzer. A expectativa é que o rendimento melhore a partir de agora.

O Coritiba tem um esquema de jogo em que atacar é uma opção, não uma prioridade. Além de ter o pior ataque, é um dos times que menos cria situações de gol no Campeonato Brasileiro. E é por decisão tática. A forma que Jorginho coloca o time faz com que não haja armação, que os extremos sejam, na essência, “secretários de lateral” e Robson (ou Ricardo Oliveira?) fique isolado na frente. Os gols não surgem por geração espontânea, é preciso atacar.

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Carneiro Neto

A dupla Atletiba decepciona porque não tem grandes atacantes. Não há opões com recursos técnicos no setor. Mas temos que analisar as campanhas gerais. O Coritiba está na zona do rebaixamento e o Athletico na zona do rebolo. São duas campanhas fracas tecnicamente. Por isso, não entendi Eduardo Barros poupar titulares contra o Flamengo, como se o Athletico estivesse pronto.

Atacantes do Athletico estão marcando poucos gols neste Brasileirão. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná

Eu considero os dois times com problemas graves em todos os setores, mas fundamentalmente no ataque. O Athletico ainda contratou Renato Kayzer, que é bom jogador. Vitinho e Nikão estão em recuperação e podem melhorar. Já o Coritiba eu vejo com preocupação. Só tem o Robson. Neílton não vai resolver. E tem a aposta no veterano Ricardo Oliveira. Ele tem sua história, mas não joga desde março. É difícil analisar que ele vai entrar e resolver. É evidente que ele não tem mais a mobilidade de antes.

Augusto Mafuz

O Athletico toca muito a bola. Está parecendo o time do Fernando Diniz: até chega na área, mas não tem um atacante para finalizar. Tanto que o Renato Kayzer entrou e fez o gol. Os outros só vem de trás. Não tem o jogador para completar como tinha o Marco Ruben no ano passado. O Kayzer pode ajudar sim.

Agora no Coritiba falta tudo. Falta técnico, jogador. E para piorar, o Jorginho é técnico de retranca, não tem jeito, era a posição dele (lateral). O Ricardo Oliveira, se tiver condições físicas, o que ninguém sabe, faz gol. Ele fez isso a vida inteira. Não é aquele Ricardo Oliveira de antigamente, mas nesta altura que está o Coritiba pode ser uma solução paliativa.

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