Nada de provocações. Do lado do Coritiba, não se ouvem promessas de vitória ou ‘intimações’ ao Atlético, adversário deste sábado. Até mesmo as declarações do presidente rubro-negro Mário Celso Petraglia foram encaradas de forma natural, sem que dirigentes do Cori partissem para respostas.

O secretário do Conselho Administrativo do Coritiba, Domingos Moro, chegou a dizer que o favorito para o clássico é o Atlético. “Eles estão jogando em casa, e têm uma das melhores equipes do futebol brasileiro”, afirmou. Segundo ele, haverá um momento em que o Rubro-negro recomeçará a vencer. “Um time forte não fica sem vitórias por muito tempo. E isso serve tanto para o Coritiba quanto para o Atlético”, completou o dirigente.

Para os jogadores, não existe favorito. “É um jogo igual, de duas grandes equipes que merecem estar entre as melhores do campeonato brasileiro”, disse o volante Roberto Brum. Entre todos, paira a preocupação de que a partida não ganhe ares de ‘guerra’, fato que já se torna natural pelo fato dos dois times estarem em crise nesse momento da competição. “Vamos entrar em campo para jogar futebol, e espero que os torcedores dos dois times deixem a Arena no sábado satisfeitos com o que virem”, resumiu Lúcio Flávio.

Reclamação

Novamente, é uma história sem final feliz – na verdade, sem final. Os dirigentes do Coritiba mais uma vez reclamaram dos poucos ingressos dados para a torcida alviverde no estádio Joaquim Américo. Com a diminuição da carga, menos de dois mil ingressos foram colocados à disposição do coxas, e até o final da tarde de ontem restavam menos de duzentos.

Segundo o Cori, o regulamento do campeonato brasileiro prevê que o mandante é obrigado a ceder 10% da capacidade do estádio para a torcida adversária. “Eles nunca nos deram essa carga”, reclamou Luís Henrique Barbosa Jorge, membro do Conselho Administrativo do clube. “Quando o jogo é no Couto Pereira, nós sempre damos o número certo de ingressos”, completou.

Para o técnico Paulo Bonamigo, o importante é que 1.800 coxas estarão sábado no Joaquim Américo. “Jogamos partidas sem qualquer apoio e estádio lotado. Nós precisamos muito da nossa força das arquibancadas”, afirmou o treinador coxa, sem querer entrar no mérito da questão. (CT)

Com a força máxima e Bonamigo sem segredos

Um dos maiores componentes de um clássico é o mistério. Sempre que possível, os treinadores de Atlético e Coritiba tentaram surpreender adversários escondendo a escalação. Mas, para o clássico de sábado, às 16h, no Joaquim Américo, o técnico Paulo Bonamigo já adianta que não haverá esconde-esconde, pelo menos de sua parte. Se puder, o Coritiba vai entrar em campo com a sua força máxima.

Para isso, resta saber se Reginaldo Nascimento vai enfrentar o Atlético. O volante participou do coletivo de ontem e está confiante, mas Bonamigo quer ver o jogador por mais tempo. “Podemos esperar um pouco mais, e quando for possível vamos definir o time”, afirma o técnico alviverde. Nascimento transparece maior animação. “Sempre que eu tentei voltar, ficava com receio. Agora estou bem recuperado”, diz.

Tendo Reginaldo, o Coritiba volta a jogar com todos os titulares – fato que não ocorre desde a partida contra a Portuguesa, por sinal a última vitória do Cori no campeonato brasileiro. Este fato é citado por Bonamigo como fatal para a série de insucessos que o time sofre, com quatro derrotas e apenas um empate nos últimos cinco jogos. “A cada momento tínhamos um problema de lesão. Se o Genílson também for liberado, será a primeira vez na competição que posso contar com todos os jogadores”, aponta o treinador coxa.

E, sendo assim, não há como esconder a forma do Coxa jogar. “Todos conhecem o estilo de jogo do Coritiba”, alega Bonamigo. “Não é necessário ficar escondendo, porque todos os times se conhecem nesse momento do campeonato”, completa o treinador. A ‘forma’ de jogar – com forte marcação e ousadia no ataque – é um dos objetivos recorrentes do trabalho dele nessa semana. “O nosso time é forte e determinado, e quer buscar o resultado positivo neste clássico”, completa Bonamigo.

Avanço

Se depender do treino, o ‘equilíbrio’ do Coritiba está voltando a aparecer. Os titulares venceram por 5 a 0, com atuação destacada de Lúcio Flávio e Lima. Este foi o único substituído (por Sérgio Manoel) durante o trabalho, que contou com o time-base de Bonamigo: Fernando; Reginaldo Araújo, Picolli, Edinho Baiano e Adriano; Reginaldo Nascimento, Roberto Brum, Tcheco e Lúcio Flávio; Da Silva e Lima.

Um clássico que não tem espionagem

Cristian Toledo

Vídeos, jornais, espionagem. Nada foi feito agora, já o foi durante o campeonato brasileiro. Por isso os estudos de Atlético e Coritiba para o clássico de sábado, às 16h, no Joaquim Américo, estão quase completos. Só não se pode dizer completos porque os treinadores ainda vão trabalhar situações específicas do adversário, baseadas nos últimos jogos da dupla no campeonato brasileiro.

Antes, os times se escondiam com treinos secretos e buscavam surpresas de última hora. Em 1978, Chiquinho Neto escalou à última hora Norival, e surpreendeu o Atlético na final do paranaense daquele ano. Já em 1990, Zé Duarte colocou como titular o talismã Dirceu, que vinha ficando no banco de reservas – e ele foi o herói da decisão estadual. Na última final entre as equipes (paranaense de 2000), Oswaldo Alvarez e Paquito realizaram um sem-número de treinos secretos.

Mas dois fatos são emblemáticos. As ?espionagens? de Paulo César Carpegiani antes de um Atletiba de 95 detectaram problemas na defesa rubro-negra, que sofria com as bolas altas. Ele, então, escalou Jorjão (hoje no Nacional de Montevidéu) como centroavante. Foi um fracasso, desgastando o zagueiro em definitivo com a torcida coxa. Já na semifinal do paranaense de 99, os dois treinadores esconderam as escalações até momentos antes da partida – Abel Braga só mandou os jogadores do Cori assinarem a súmula quando entrassem em campo.

Agora, os tempos são outros. Com transmissões de TV de quase todos os jogos (e quando não há produtoras de vídeo oferecendo os tapes a preços módicos), os times são exaustivamente analisados durante toda a competição. Claro que a rivalidade influi, mas mesmo assim a dupla Atletiba não pretende usar mais do que os recursos normais para vencer a partida. Abelão e Bonamigo já praticamente definiram suas equipes, e até agora não foi realizado nenhum treino secreto. O que é um avanço, já que no último clássico (1×0 Coxa, no supercampeonato paranaense) o diretor atleticano Alberto Maculan garantiu que um ?espião? rubro-negro assistira os treinos do adversário e já passara todas as informações para a comissão técnica.

Nesse brasileiro, ao contrário, as relações parecem estar mais calmas. Tanto que as diretorias usaram da ?boa vizinhança? para autorizar os auxiliares a acompanharem os jogos dos rivais. Nas últimas semanas, havia coxas no Joaquim Américo e atleticanos no Alto da Glória – a intenção era observar os adversários, mas lá no fundo Atlético e Coritiba já eram avaliados e espionados. E não houve nenhum problema com eles. É, realmente os tempos são outros.

Coritiba não tem nenhum segredo

Um dos maiores componentes de um clássico é o mistério. Sempre que possível, os treinadores de Atlético e Coritiba tentam surpreender adversários escondendo a escalação. Mas, para o clássico de sábado, às 16h, no Joaquim Américo, o técnico Paulo Bonamigo já adianta que não haverá esconde-esconde, pelo menos de sua parte. Se puder, o Coritiba vai entrar em campo com a sua força máxima.

Para isso, resta saber se Reginaldo Nascimento vai enfrentar o Atlético. O volante participou do coletivo de ontem e está confiante, mas Bonamigo quer ver o jogador por mais tempo. “Podemos esperar um pouco mais, e quando for possível vamos definir o time”, afirma o técnico alviverde. Nascimento transparece maior animação. “Sempre que eu tentei voltar, ficava com receio. Agora estou bem recuperado”, diz.

Tendo Reginaldo, o Coritiba volta a jogar com todos os titulares – fato que não ocorre desde a partida contra a Portuguesa, por sinal a última vitória do Cori no campeonato brasileiro. Este fato é citado por Bonamigo como fatal para a série de insucessos que o time sofre, com quatro derrotas e apenas um empate nos últimos cinco jogos. “A cada momento tínhamos um problema de lesão. Se o Genílson também for liberado, será a primeira vez na competição que posso contar com todos os jogadores”, aponta o treinador coxa.

E, sendo assim, não há como esconder a forma de Coxa jogar. “Todos conhecem o estilo de jogo do Coritiba”, alega Bonamigo. “Não é necessário ficar escondendo, porque todos os times se conhecem nesse momento do campeonato”, completa o treinador. (CT)