O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), através da 17ª Vara Cível, decidiu que o Athletico não precisa indenizar o Coritiba por conta da transmissão via Youtube da segunda partida final do Campeonato Paranaense de 2018, realizada em abril daquele ano.

Logo após o episódio, o Coxa entrou com ação solicitando uma indenização de R$ 750 mil por não ter autorizado que o jogo fosse transmitido com a alegação de dano moral. A quantia pedida pelo Coritiba tinha como base o valor recebido pelo Furacão nas finais do Estadual de 2016: R$ 1,5 milhão. Como a transmissão na internet foi só no duelo na Arena da Baixada, os advogados alviverdes pediam a metade do dinheiro.

O juiz Adriano Vieira de Lima, contudo, não entendeu da mesma forma. A decisão do magistrado afirma que apenas a Rede Paranaense de Comunicação (RPC), detentora dos direitos de transmissão do Estadual, tem o direito de cobrar um ressarcimento do Rubro-Negro. Dessa forma, o processo foi extinto. O time alviverde ainda terá que pagar os honorários dos advogados atleticanos, de R$ 75 mil.

Relembre o caso

O Atletiba foi mostrado pelo Athletico no Youtube, mas o sinal caiu aos 44 minutos do primeiro tempo, após reivindicação da TV Globo, dona dos direitos de transmissão do torneio. Os minutos finais do duelo também foram mostrados no canal atleticano no Facebook.

O confronto não poderia ter sinal ao vivo, nem mesmo pela internet, já que o Furacão não tinha vendido os direitos para a Globo, enquanto o Coxa fechou contrato com a televisão. No Brasil, o direito de um jogo pertence aos dois times que disputam a partida.

Vale lembrar que, em 2017, na gestão de Rogério Bacellar, o Alviverde se uniu ao Rubro-Negro e três clássicos foram exibidos na internet. Na ocasião, os clubes não haviam negociado os direitos com a televisão e decidiram mostrar os jogos na parceria, via streaming.

+ Mais da dupla Atletiba:

+ Bruno Guimarães está a detalhes de acertar com o Atlético de Madrid
+ O que o Coritiba precisa para subir no domingo