Jackson tem volta garantida.

Os problemas realmente apareceram. O Coritiba já está sem quatro titulares para a partida contra o Paysandu, domingo, em Belém. As ?novas? baixas são Odvan e Adriano, que tiveram constatadas sérias lesões musculares. Willians, que também está lesionado, segue sendo dúvida. Com isso, a equipe que joga domingo é a mais desfalcada da temporada, mesmo com o retorno assegurado de Jackson.

Apesar da animação de Odvan (que declarara na segunda que iria jogar), o zagueiro está fora não só do jogo de domingo. Ele sofreu um estiramento do músculo posterior da coxa direita e fica de ?molho? por três semanas. “É uma lesão grave, e ele está fora de pelo menos dois jogos – este contra o Paysandu e a partida frente ao Guarani”, explica o médico Walmir Sampaio.

A contusão de Adriano é de um grau menor que a de Odvan, mas também preocupa – e demanda tempo para a recuperação. “Ele está com uma contratura muscular na coxa direita, além de um edema muito grande no local. Ele não joga no domingo”, resume o médico alviverde. No total, Adriano fica fora dos treinamentos por dez dias. “No lugar dele, joga o Leandro”, confirma o técnico Paulo Bonamigo.

E ainda há a preocupação com Willians. “Preciso esperar a recuperação dele”, afirma o treinador. O volante sofreu uma torção de tornozelo, e será avaliado amanhã. “Ele realmente é dúvida. O local está bastante inchado e ele está sentindo dores. Como a viagem para Belém será na sexta de manhã, teremos que avaliá-lo antes do previsto”, comenta Sampaio.

E essa é uma das particularidades do campeonato brasileiro – o próprio Bonamigo confessa isso. “É uma situação natural. Durante a competição, isso vai se repetir, porque vão haver lesões e suspensões. Ficamos sem três titulares contra o Vasco, e agora já temos quatro ausências”, comenta o técnico alviverde. Além dos dois contundidos da semana, Tcheco (suspenso) e Fernando (lesionado) também não enfrentam o Papão. Para completar, o lateral Ceará só volta a treinar com bola no final do mês. “Nós temos que saber administrar essas situações”, adverte Bonamigo.

Julgamento

Mais um jogador do Cori passou pelos tribunais ontem – e, como na segunda, o final da história foi feliz. Expulso na partida contra o Paraná, o zagueiro Danilo recebeu apenas uma multa (de prosaicos trinta reais), e está liberado para enfrentar o Paysandu. Bonamigo, inclusive, já o confirmou como substituto de Odvan.

Bonamigo estuda troca do esquema tático coxa

Marcelo Cruz; Paulo Roberto, Maxsandro e Edinho Baiano; Reginaldo Nascimento, Alexandre, Juliano, Fabinho e Mabília; Enílton e Leandro (Evair). Esse time pode não ter marcado a história do Coritiba, mas serviu como ponto inicial da ?relação? do clube com o 3-5-2. O time acima enfrentou o Paraná na semifinal do campeonato paranaense de 2001. Era o dia 13 de maio, e pouco mais de dois anos depois o esquema tático pode estar sendo abandonado. E isso pode significar o reinício da disputa entre Roberto Brum e Wil-lians.

Não que isso seja uma novidade. Quando Ricardo Gomes assumiu o Cori, em agosto de 2001, tentou voltar a jogar com quatro zagueiros e quatro meio-campistas, mas o elenco estava tão acostumado a jogar no 3-5-2 que, quando Ivo Wortmann reassumiu a equipe em outubro, o sistema tático foi retomado. E foi assim em quase toda a ?era? Joel Santana, entre janeiro e maio do ano passado, e também na partida que Édson Gonzaga treinou interinamente o Cori.

Se estavam acostumados a jogar, continuaram jogando. Desde que assumiu o Cori, em maio de 2002, Paulo Bonamigo jogou no 3-5-2, variando apenas o terceiro zagueiro. Nos primeiros meses, jogou Willians, e desde o brasileiro do ano passado joga Reginaldo Nascimento. Com isso, a terceira função da defesa é ocupada por um volante, o que permite ao Cori mudar de sistema sem mexer no time. “Nos últimos jogos nós sempre terminamos jogando no 4-4-2”, relembra o técnico alviverde.

Só que agora, pela primeira vez desde que assumiu, Bonamigo pensa claramente em mudar o sistema tático coxa. “Se eu pensar que o Maurinho rende mais jogando como lateral de ofício, eu posso jogar com uma linha de quatro zagueiros prendendo mais os laterais”, explica o treinador. “Pode ser que eu inicie o jogo desta forma, mas antes quero ver como os jogadores vão se portar nos treinos.”

A preocupação maior de Bonamigo é que aconteça justamente o que fez Ricardo Gomes sofrer: ambientados com uma formatação tática, os jogadores não consigam render o esperado com a mudança. “Eu quero ver se eles não sentem essa alteração, porque há um bom tempo o Coritiba joga dessa maneira”, ressalva. “Se depender de mim, prefiro voltar a jogar na minha”, avisa Reginaldo Nascimento, o único jogador coxa que estava no primeiro jogo da era 3-5-2.

E o treinador já avisou: se mudar o esquema, vai escalar dois meias. Isso significa que Roberto Brum e Willians (se este se recuperar) vão disputar uma das vagas de volante. Isso porque Nascimento está garantido – Bonamigo quer que o time mantenha a possibilidade de mudar de sistema sem mudança de peças. “O Nascimento não sai do time”, avisa o técnico. Na armação, ao lado de Jackson, a dúvida fica entre Lima e Souza. E no ataque a tendência é a entrada de Marcel no lugar de Marco Brito. “Sinto que nesta partida vou precisar de um jogador mais preso na frente, e não vou prescindir de ter dois atacantes”, explica Bonamigo, confirmando Edu Sales.