O Coritiba desembarcou ontem à tarde após o amargo empate em Assunção. Mas ao contrário de reclamações sobre a falta de pontaria do ataque, dirigentes e jogadores chegaram dispostos a por fogo no jogo de sábado, no Couto Pereira (18h), contra o Atlético, válido pela primeira partida das finais do Paranaense 2004.

Com chances reduzidas de avançar na Libertadores, rapidamente os jogadores e a diretoria começaram a projetar a partida contra o arquirrival. E os dirigentes assumem a rivalidade. “Nós temos que provar no jogo de sábado que temos a maior torcida do Paraná. Tenho certeza que o espaço destinado à torcida do Coritiba vai estar lotado, e vamos empurrar a equipe para a vitória”, comenta o presidente Giovani Gionédis, que admite dar maior espaço para o Atlético, que terá 4.700 ingressos à disposição (mil a mais que o previsto no regulamento).

O vice-presidente Domingos Moro também dá o tom do discurso alviverde. “Não abandonamos a Libertadores. Enquanto tivermos chances não vamos deixar de acreditar na classificação. Mas antes temos o primeiro jogo da final, vamos enfrentar o bicho-papão, o carrossel holandês, e por isso temos que estar mobilizados para a partida. Depois de sábado, voltamos nossas atenções para a partida de terça contra o Sporting Cristal”, afirma.

Os jogadores também já pensam no rival. “Nós precisamos manter o nível de atuação e, se possível, melhorar. O adversário é muito forte, e precisaremos mostrar tudo”, avisa o meio-campista Igor. “É aquele típico jogo de decisão. Quem estiver mais aplicado vai conseguir o resultado. E nós não podemos deixar de pensar que o primeiro jogo é em casa, e temos que tentar a vitória”, avalia o capitão Reginaldo Nascimento.

Apesar da complicação na Libertadores, o elenco não se sente pressionado. “Nós temos que lidar com essas coisas, mas não vejo pressão por causa da Libertadores. É um jogo igual, com dois times fortes e que foram os melhores do campeonato. Assim como a gente, o Atlético também tem a obrigação de conquistar o título”, comenta o armador Luís Carlos Capixaba, artilheiro coxa na competição continental.

O técnico Antônio Lopes foi o único a evitar comentários abertos sobre o jogo. “Não adianta falar nada agora. Nem consegui pensar ainda”, confessa. Ele ainda estava irritado com as falhas do Coritiba na partida de terça em Assunção. “A gente criou, mas não teve capacidade de colocar para dentro. Mas melhor assim do que um jogo sem oportunidades. Eu fico fulo quando passamos uma partida inteira sem criar”, finaliza.

Coritiba volta ao Brasil sem tempo para lamentar

São Paulo –

O retorno foi mais uma vez amargo. Apesar da possibilidade de classificação existir, a delegação do Coritiba voltou ao Brasil ontem com a certeza da dificuldade que será passar de fase na Copa Libertadores – até porque é quase certo que, se terminar o grupo 9 na segunda posição, o time terá que enfrentar ainda a repescagem.

Por isso, rapidamente os jogadores e a diretoria começaram a projetar a partida contra o Atlético, sábado, às 18h, no Couto Pereira, que abre a decisão do campeonato paranaense.

O técnico Antônio Lopes foi o único a evitar comentários abertos sobre o jogo. “Não adianta falar nada agora. Nem consegui pensar ainda”, confessa. Ele ainda estava irritado com as falhas do Coritiba na partida de terça em Assunção. “A gente criou, mas não teve capacidade de colocar para dentro. Mas melhor assim do que um jogo sem oportunidades. Eu fico fulo quando passamos uma partida inteira sem criar”, comenta.

Ao contrário dele, os jogadores já pensam no rival. “Nós precisamos manter o nível de atuação e, se possível, melhorar. O adversário é muito forte, e precisaremos mostrar tudo”, avisa o meio-campista Ígor. “É aquele típico jogo de decisão. Quem estiver mais aplicado vai conseguir o resultado. E nós não podemos deixar de pensar que o primeiro jogo é em casa, e temos que tentar a vitória”, avalia o capitão Reginaldo Nascimento.

Apesar da complicação na Libertadores, o elenco não se sente pressionado. “Nós temos que lidar com essas coisas, mas não vejo pressão por causa da Libertadores. É um jogo igual, com dois times fortes e que foram os melhores do campeonato. Assim como a gente, o Atlético também tem a obrigação de conquistar o título”, comenta o armador Luís Carlos Capixaba, artilheiro coxa na competição continental.

E os dirigentes já assumem a rivalidade. “Nós temos que provar no jogo de sábado que temos a maior torcida do Paraná. Tenho certeza que o espaço destinado à torcida do Coritiba vai estar lotado, e vamos empurrar a equipe para a vitória”, comenta o presidente Giovani Gionédis, que admite dar maior espaço para o Atlético, que terá 4.700 ingressos à disposição (mil a mais que o previsto no regulamento).

O vice-presidente Domingos Moro também dá o tom do discurso alviverde. “Não abandonamos a Libertadores. Enquanto tivermos chances não vamos deixar de acreditar na classificação. Mas antes temos o primeiro jogo da final, vamos enfrentar o bicho-papão, o carrossel holandês, e por isso temos que estar mobilizados para a partida”, afirma.

Lopes deve manter três atacantes

O técnico Antônio Lopes tem pouco tempo – e poucos treinos – para definir o Coritiba que enfrenta o Atlético. Como o desgaste da viagem a Assunção (e a demora do retorno) afetaram os jogadores, o time só volta a treinar às 16h, no Couto Pereira, e depois restará um trabalho para o treinador montar a equipe, que não terá Tuta, suspenso. Por enquanto, ele mantém o pensamento de jogar com três atacantes.

Apesar da má atuação de Aristizábal e da dificuldade de André Nunes contra o Olimpia, Lopes gostou do que viu. “Acho que o time fica superofensivo com os três atacantes. E quando acertamos a forma de jogar, tivemos aquelas três oportunidades para resolver o jogo. Eu senti que a equipe melhorou, e vai evoluir ainda mais nos próximos jogos”, afirma o técnico alviverde.

Entretanto, ele sabe que o futebol não é só ataque. “Nós sabemos que é necessário um equilíbrio. O time não pode ter três jogadores na frente sem que nenhum volte. Precisamos ajustar a marcação”, comenta Lopes. “Acho que a responsabilidade que eu e o Ari temos em voltar é normal. E só vamos nos acertar se mantivermos uma atitude positiva para a equipe”, completa Luís Mário, que deve começar jogando ao lado de Aristizábal e André Nunes.

Resta saber quem será o armador titular, já que apenas um jogaria. Luís Carlos Capixaba seria o candidato natural, mas como ele ainda está em recuperação física, pode ser aberta uma porta para a manutenção de Igor ou mesmo para o retorno de Rodrigo Batatinha, jogador mais elogiado por Antônio Lopes nas últimas partidas.

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O fax de incentivo escrito por Roberto Brum não chegou a todos os jogadores do Cori que estavam em Assunção. O texto, que vazou para a imprensa, valorizava o elenco -Brum dizia que se sentia honrado em trabalhar com o grupo alviverde – e não citava Antônio Lopes. O pensamento era ler ao final da preleção, mas preferiu-se evitar um possível mal-estar.

Ari espera compensar no clássico

Aristizábal sabe que a vida é assim. Um dia se acerta, no outro erra. Mas ele também tem a consciência que em suas costas estão colocadas muitas das esperanças da torcida do Coritiba nesta temporada. Chateado por ter perdido duas das chances mais claras da equipe no jogo de quarta contra o Olimpia, o colombiano tem no Atletiba a chance de se redimir.

E Ari reconhece isso. “O mágico do futebol é justamente isso. A gente pode estar mal em um dia, mas três dias depois tem outra chance para fazer a coisa certa”, afirma o colombiano, que viveu no Defensores del Chaco talvez o momento mais difícil desde que chegou ao Coritiba. Na primeira oportunidade, ele recebeu lançamento de Luís Mário e tentou a bicicleta, mas mandou para fora. No final da partida, ele foi lançado e, ao tentar driblar Aceval, perdeu o domínio e deu margem para o corte da defesa.

Oportunidades que Aristizábal dificilmente perde. Mas ele perdeu, e a reação dele foi vista pelos companheiros logo após a partida, no vestiário do Defensores del Chaco. “Ele virou para mim e disse assim: “Como eu vou dormir??”, conta o meia-armador Igor, um dos jogadores mais próximos ao colombiano no elenco alviverde. Na volta ao Brasil, o atacante ainda estava visivelmente chateado.

Mas o futebol é cíclico, e a primeira partida da final do campeonato paranaense tornou-se a chance de ouro para Ari e em um jogo com motivação especial. “Espero poder ajudar o Coritiba a conseguir a vitória. E se não der agora, eu tenho a terça-feira para tentar”, finaliza Aristizábal.