Valquir Aureliano
O centroavante Marcelo Peabiru
deve enfrentar a Ponte Preta.

A Ponte Preta é apenas mais um dos adversários que o Coritiba terá que enfrentar na partida de amanhã, às 18h10, no Moisés Lucarelli, em Campinas. O time de Cuca terá que suplantar seus próprios problemas – a falta de qualidade nas finalizações, a queda de rendimento técnico de alguns jogadores e, principalmente, a instabilidade da equipe na competição. Ao contrário do que geralmente acontece, o Coxa tem na ?estabilidade? um diferencial negativo.

Assim como no ano passado, quando esteve por mais da metade da competição na 11.ª ou na 12.ª posição, o Coritiba está há sete rodadas empacado na tábua de classificação – ou, pior, descendo degraus. A má fase tem um início claro: a derrota no clássico para o time reserva do Atlético (1×0), em 10 de julho. Até ali, o time oscilava ao sabor dos resultados, mas não passou da 11.ª colocação. Com o resultado do

Atletiba, o Cori caiu do sétimo para o 12.º lugar.

Depois, o Coxa não conseguiu mais se recuperar. A pressão da torcida e a queda de rendimento do time, que é explicitada nos erros de finalização, fizeram o Cori não sair mais do meio da tabela – e quando saiu, foi para baixo. Nas últimas sete rodadas, em apenas uma o Alviverde saiu vencedor (3×2 no Flamengo, em 24/07), e neste dia o time subiu uma posição (de 13.º para 12.º). ?Nós não podemos ficar nesta situação. Nós estamos parados?, afirmou o meia Marquinhos, titular da equipe, mas que não enfrenta a Macaca por estar suspenso.

A derrota para o Corinthians fez o Cori se ?movimentar?, mas para baixo. Hoje, o time ocupa a 14.ª colocação no Brasileiro, a pior desde o início da competição. Cuca se preocupa não só com a queda de rendimento, mas também com o reflexo que isso pode ter no lado psicológico – o que ficou claro na partida de quarta. ?Precisamos ter muita calma. Vamos ver o que estamos errando e tentar, a partir de agora, evoluir a cada partida?, resumiu o treinador coxa.

Cuca sabe que seus planos de trabalho ficam comprometidos. Seu plano para o primeiro turno era terminar com no mínimo 50% de aproveitamento – no momento, o rendimento alviverde no Brasileiro é de 43,14% (22 pontos em 51 disputados), e nas últimas sete partidas foi de frágeis 28,57%. ?Nós temos que estar com uma boa campanha para, na hora certa, começar a subir?, explicou. Para chegar aos 50% de aproveitamento no final da primeira metade do campeonato, o Coritiba precisaria de dez pontos – ou seja, três vitórias e um empate contra Ponte, Atlético-MG, São Caetano e Internacional. Esta campanha o time ainda não conseguiu na competição.

Mudanças contra a Macaca

Não se pode chamar de um ?novo Coritiba?, mas o time que vai entrar em campo para enfrentar a Ponte Preta no Moisés Lucarelli será bem diferente, principalmente em relação à equipe que foi derrotada pelo Corinthians na quarta-feira. Depois de várias partidas usando uma formação com apenas um atacante, o técnico Cuca mudou os conceitos e voltou a adotar o 4-4-2, com Reginaldo Nascimento, Rodrigo Mancha, Ricardinho e Marcelo Peabiru como novidades.

O capitão alviverde tinha retorno programado, pois cumpriu suspensão automática no jogo de quarta. E como o rendimento do setor defensivo assustou Cuca na derrota para o Timão, Nascimento retorna jogando como zagueiro, provavelmente ao lado de Vágner -Cuca ainda não confirmou o time, mas deve sacar Alexandre Luz, já preparando o retorno de Flávio, que pode acontecer contra o Atlético-MG, na quarta.

Outra vaga que está sendo ?esquentada? é a de Renaldo. O centroavante deve estrear contra o Galo e como o Coxa não começa com um jogador de ofício desde a saída de Tiago, Cuca antecipa a modificação, escalando Marcelo Peabiru no ataque. O jogador foi elogiado pelo treinador nos últimos dias e foi chamado após a partida de quarta. Alexandre, que caiu de produção, foi o substituído no coletivo de ontem, realizado no campo suplementar do Guarani.

Rodrigo Mancha aparece como novidade no meio-campo, ocupando a posição aberta pelo suspenso Marquinhos. Com o jovem volante, que também atua na defesa, Cuca pretende ter a possibilidade de mudar o sistema de jogo quando necessário, colocando o Cori com três zagueiros. Até por isso o treinador também opta por Ricardinho, que dá mais dinâmica de jogo no 3-5-2. Rubens Júnior, que só jogou um tempo contra o Corinthians, deixa o time.