André Nunes (e) pode ser
a novidade para sábado.

O Coritiba encarou apenas uma decisão na temporada 2004 – a do Campeonato Paranaense. Mas o Brasileiro é recheado de jogos decisivos, e nenhum como o de sábado, às 16h, contra o São Caetano, no estádio Anacleto Campanella. É nesta partida que pode se encaminhar a recuperação alviverde na competição, ou o jogo em que a distância para os que disputam a vaga para a Copa Libertadores fique muito grande. Mais que qualquer outra partida, Coritiba x São Caetano é o divisor de águas para o Coxa.

A explicação está na classificação do Campeonato Brasileiro. O São Caetano está na terceira posição, com 52 pontos – no limiar dos times qualificados diretamente para a competição continental. Caso vença, o Cori no mínimo mantém a mesma diferença, já que o Goiás tem a mesma pontuação do Azulão. Mesmo assim, abre-se caminho para uma “arrancada??, pois o Coxa terá vencido um adversário direto. Pelo mesmo motivo, uma derrota pode ser fatal para os planos alviverdes.

“A gente não pode nem pensar em outra coisa que não a vitória”, resume o centroavante André Nunes, que pode ser uma das novidades do Cori em São Caetano (ver matéria). “Sabemos da importância desta partida, porque vamos encarar um rival que está na nossa frente. Se vencermos, voltamos a encostar nos primeiros”, reitera Adriano, mantendo o discurso coxa de seguir sonhando com o título brasileiro.

A partida também ganha contornos de tira-teima, já que em três partidas em 2004 Coritiba e São Caetano estão iguais – uma vitória de cada lado (1×0 Coxa e 2×1 Azulão) e um empate (2×2), sendo que um jogo foi disputado pelo Brasileiro e os outros dois pela Copa Sul-Americana. As lições das partidas estão vivas para os alviverdes. “É o time que melhor marca no Brasil. A gente teve dificuldade nas três partidas, e não vai ser diferente agora”, comenta Adriano.

O rival é respeitado por ter, possivelmente, o elenco mais numeroso da competição. “É um time com muitas opções, e que pode mudar a estrutura da equipe a qualquer momento”, comenta o zagueiro Miranda. “O São Caetano sempre será um dos candidatos ao título. E é por isso que temos que ter todo o cuidado ao enfrentá-los”, concorda o técnico Antônio Lopes.

O Delegado, entretanto, não entra no clima de decisão, mesmo reconhecendo que a partida é importante. “Nós teremos várias partidas deste estilo, e a de sábado é uma delas. Precisamos estar conscientes que a seqüência de partidas é muito importante, mas o fundamental é encararmos a partida que vai acontecer. Por isso, nosso objetivo claro tem que ser o São Caetano”, resume o treinador coxa.

Tuta tem chance de se recuperar

“Tem uma coisa boa acontecendo aí. O Tuta vai jogar”. O técnico Antônio Lopes ficou tão animado com a possibilidade do centroavante enfrentar o São Caetano que resolveu, antes mesmo de entrar no campo 4 do CT da Graciosa, externar seu contentamento. Só que, mesmo enchendo o Delegado de esperanças, as chances dele e de Reginaldo Vital jogarem são pequenas.

Quem diz é o médico Walmir Sampaio. “A recuperação dos dois é muito boa. Se eles prosseguirem assim, existe a possibilidade deles jogarem”, afirma. Tuta, que teve uma lesão no joelho, tem mais chances. “Estou cada dia melhor”, confirma. Vital, que sofreu um estiramento muscular na coxa, dificilmente entrará em campo.

Mas só poderá se saber se eles viajam para o ABC depois do coletivo de hoje. “Nós queremos vê-los em situações reais de jogo. Só assim poderemos saber se é possível ou não contar com eles”, afirma Walmir Sampaio. “É melhor esperarmos. É claro que seria ótimo se eles jogassem, mas a decisão parte dos médicos”, diz Lopes.

Caso eles não atuem, é certo que André Nunes e Ricardo serão os titulares.