Depois de uma semana agitada, com pagamento de dívidas, cobranças públicas ao elenco e as acusações vindas de Belo Horizonte, o Coritiba tenta se voltar exclusivamente ao campeonato brasileiro. É um período decisivo para a equipe na competição – é o momento de buscar a reabilitação definitiva, ou correr o risco de ficar muito perto dos times que lutam para fugir do rebaixamento.

Enfrentando Palmeiras na quinta (Palestra Itália) e o São Paulo no domingo (Couto Pereira), o Coxa terá que suplantar um retrospecto negativo contra times paulistas.

Fazendo um levantamento desde que o brasileiro começou a ser disputado em pontos corridos, com turno e returno, foram 33 jogos contra os "bandeirantes" em dois campeonatos e meio – já foram disputadas 23 rodadas neste ano. E o rendimento alviverde é bastante ruim: dez vitórias, sete empates e dezesseis derrotas, com um aproveitamento de apenas 37,37% dos pontos disputados, pouco superior ao que Flamengo e São Paulo, que brigam para sair da zona de rebaixamento, têm neste ano.

A conta seria pior caso fossem contados apenas os quatro "grandes", quer dizer, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. Com os dois primeiros, o Coxa tem retrospecto regular, com números iguais de vitórias e derrotas. Mas o tricolor e o Peixe são dois dos maiores "carrascos" nesses últimos anos. Em onze jogos contra ambos, o alviverde teve apenas uma vitória, perdendo as outras dez partidas. No todo, foram somente quatro triunfos em dezenove confrontos. O rendimento melhora quando os adversários são do interior. Ponte Preta, Guarani (que estava na primeira divisão em 2003 e 2004) e São Caetano foram derrotados duas vezes cada – cinco destas seis vitórias aconteceram no Couto Pereira.

Neste brasileiro, foram sete partidas contra os paulistas, com duas vitórias, um empate e quatro derrotas. Após jogar com Palmeiras e São Paulo, o Coritiba terá que enfrentar Corinthians, Ponte Preta e São Caetano apenas na reta final da competição. Por isso os dois jogos ganham maior importância – com apresentações convincentes e bons resultados, o time ganha força e motivação para crescer e voltar a sonhar com uma vaga na Libertadores, desejo que voltou à tona esta semana, com as declarações do técnico Cuca, do presidente GIovani Gionédis e do atacante Renaldo, uma das referências do elenco.

E mais que nunca o técnico Cuca espera a resposta dos jogadores. A semana foi de incessantes trabalhos físicos e técnicos, reforçados após a má atuação contra o Santos. Mas, acima de qualquer melhora que venha com os treinos, ele aguarda que o time apresente quinta no Palestra Itália e domingo no Couto a atitude que não demonstrou na Vila Belmiro. "O limite deste grupo virá através da atitude     que eles tiverem em campo", resume o treinador.