Sérgio Manoel, o ponto de
referência do Alviverde.

É um desafio muito maior que o Telêmaco Borba. O Coritiba enfrenta hoje o Olimpia, às 21h, no Estádio Manuel Ferreira, em Assunção – uma partida que tem interesses contraditórios para os dois times. Se os paraguaios começam a preparação para a semifinal da Taça Libertadores contra o Grêmio, o Cori continua sua luta por uma recuperação que parece distante – vide a derrota do time B para o Telêmaco no domingo.

E o técnico Paulo Bonamigo sente o momento. Ele esperava contar nesse jogo com todos os titulares, mas não terá Willians, que está lesionado. Isso sem falar em Liédson, que se apresentou ontem ao Flamengo, e Gil Baiano, que virou sinônimo de ditado popular – fez que vinha, não veio e a bomba sobrou para o Cori. “Eu não penso mais em Liédson e Gil, porque já não fazem parte dos planos do clube”, resume o treinador alviverde.

Ele já pediu, devido à difícil situação do clube, mais quatro reforços – um zagueiro, um meio-campista e dois atacantes. “Ainda não há a urgência, porque temos tempo para trazer jogadores. O ideal seria que eles chegassem até o dia 15 (de julho), para que possam participar de grande parte da preparação para o Brasileiro”, diz Bonamigo. A diretoria pretende acelerar o processo. “Esperamos contratar os jogadores o quanto possível, mas com o máximo de análise”, informa o secretário Domingos Moro.

Enquanto isso, Bonamigo prepara o grupo que tem, mas anda levando sustos. Não foi a derrota para o Telêmaco Borba, mas sim a má atuação da equipe com um todo que o preocupou. Apesar disso, o técnico encontrou pontos positivos. “Os jovens estão se saindo muito bem, mostrando que têm condições de participar cada vez mais do grupo”, afirma. Os destaques, para o técnico, foram o lateral-esquerdo Adriano e o zagueiro Juninho.

Assim, ele leva ao Paraguai uma formação mesclando as revelações aos já titulares do supercampeonato paranaense. “Será um teste muito interessante, porque vamos sentir como a equipe vai encarar um adversário muito difícil, ainda mais fora do país”, acredita Bonamigo. “Será um teste de fogo, porque o Olímpia é um time extremamente bem preparado. Se não fosse, não estaria nas semifinais da Libertadores”, completa o armador Sérgio Manoel.