Nunes e Jucenar comemoram o primeiro gol. Mas a vitória não foi fácil como os coxas gostam.

Uma vitória com sabor amargo. Foi esse o sentimento da torcida do Coritiba após o jogo da tarde de ontem, contra o Treze da Paraíba, no Pinheirão.

O placar de 2 a 1 dá ao Coxa a vantagem de jogar pelo empate no jogo de volta, no dia 4 de maio, em Campina Grande. Mas uma vitória dos nordestinos por 1 a 0 dá a classificação ao Treze.
Se antes da partida o discurso de todos no Cori era o de fazer um placar dilatado, quando a bola começou a rolar as coisa logo se mostraram complicadas. O time da Paraíba não se encolheu e criou uma boa oportunidade logo a um minuto de jogo. Wágner Dias recebeu lançamento na direita e chutou cruzado, para uma boa defesa de Fernando.
A resposta coxa-branca foi rápida. Aos 9 minutos, Luís Carlos Capixaba tocou para Marciano, que foi derrubado dentro da área. Tentando se recuperar do pênalti perdido contra o Atlético, na final do campeonato paranaense, o próprio Capixaba foi para a cobrança. Mas o volante alviverde bateu fraco, facilitando a defesa do goleiro Érico.
O Coritiba tinha mais a posse de bola, mas parava nas defesas de Érico e sofria com os contra-ataques paraibanos. O gol alviverde veio apenas aos 37 minutos da primeira etapa. Capixaba tocou para Nunes, que dominou e bateu forte, no canto esquerdo do goleiro.
Mas quando parecia que as coisas começariam a dar certo para o Cori, aos 43 minutos Rubens Júnior perdeu uma bola junto à lateral esquerda. Wágner Diniz tocou para Maurício, que lançou para Adelino. O artilheiro do Treze errou o chute, mas a bola enganou Fernando e foi parar nas redes.
Os cerca de cem torcedores que vieram da Paraíba ainda comemoravam quando, aos 45?, Jackson tocou para Marciano, que passou por um zagueiro e tocou na saída de Érico. Mas o resultado positivo ao final do primeiro tempo não evitou as vaias da torcida alviverde, que voltou a exigir a saída do técnico Antônio Lopes.
A segunda etapa começou com o Coxa partindo em busca do gol, mas Érico brilhava com grandes defesas.
O Treze era perigoso nos contragolpes e para corrigir a marcação no meio-de-campo, aos 31? Lopes trocou Ricardinho por Reginaldo Vital, e foi novamente bastante criticado pela galera coxa-branca. Com a mudança, os espaços diminuíram para a equipe paraibana, mas o Coxa também perdeu criatividade. O jogo ficou truncado e poucas chances de gol foram criadas nos minutos finais.
Aos 40?, Lopes ainda tentou recuperar o ataque alviverde, com a entrada de Negreiros no lugar de Márcio Egídio. Mas era tarde e, quando o jogo já estava nos acréscimos, um temporal encerrou a partida.

Gionédis confirma quatro ?pangarés? do interior

Demorou, mas o presidente Giovani Gionédis, do Coritiba, confirmou. A Tribuna antecipou na edição de ontem que o Cori traria mesmo os atacantes Alexandre e Thiago (este, artilheiro do estadual com 10 gols) para reforçar o elenco que estreará domingo no Brasileirão 2005, diante do Fortaleza, no Estádio Castelão. E o dirigente voltou a abordar o tema ?pangarés?. ?Vamos dar oportunidades aos pangarés do interior?, brincou Gionédis, para dizer que o clube está dando oportunidade a jogadores daqui.
Além da dupla do Azulão do interior (atletas cujas carreiras são administradas pelo empresário uruguaio Juan Figer), o Cori deve anunciar hoje, de forma oficial, a parceria com a Adap, de Campo Mourão. Neste pacote, ele confirmou a chegada do volante Silas e do meia Souza, que já defendeu a camiseta alviverde em 2003. A nova passagem vem lastreada pela experiência. ?Quando de sua primeira passagem, ele era um tanto inexperiente?, explicou o presidente do Coritiba. Outros dois jogadores, ainda não definidos, integrariam esta parceria com a Adap.
Reinauguração
Outro assunto abordado por Giovani foi a reabertura do estádio Major Antônio Couto Pereira. ?Vamos fazer uma festa para mostrar aos torcedores as novidades do estádio?, contou Gionédis.
Além do gramado, totalmente reformado, a direção alviverde promoveu mudanças no restaurante e churrascaria do Coritiba e novos bares. Outra novidade é o Museu Belfort Duarte, espaço onde está arquivada a história do clube, e ficarão expostos os troféus de todas as conquistas do Coririba. Além disso, o clube ainda vai inaugurar uma nova sala de imprensa.
Para jogadores – tanto do Coxa, quanto das equipes visitantes -, uma novidade em termos de conforto: os bancos para suplentes e comissões técnicas do Couto terão os bancos Recaro, similares aos encontrados nas mais luxuosas praças de esportes da Europa, como os estádios Camp Nou (Barcelona) e Arena Amsterdã (Ajax), entre outros.

Temporal arrasa bairro e deixa seis feridos

O jogo de ontem terminou muito mal para alguns torcedores do Coritiba. O temporal que atingiu o Pinheirão e todo bairro nos minutos finais da partida deixou seis pessoas feridas. A partida já estava nos acréscimos quando uma chuva fortíssima, acompanhada de violentas rajadas de vento, fez voar todas as placas de publicidade do estádio da federação. Tentando se proteger, alguns ficaram encostados na parede externa do Pinheirão.
Mas eles não esperavam que o vendaval fosse forte o suficiente para derrubar parte da estrutura do muro. Alguns tijolos caíram de uma altura de cerca de oito metros, diretamente sobre os que esperavam pelo fim da tempestade. Cinco torcedores e um soldado da Polícia Militar foram atingidos na cabeça e precisaram de atendimento médico. Duas ambulâncias foram enviadas para o local.
Ao redor do estádio, a chuva também causou muita destruição. Árvores caíram sobre casas estabelecimentos comerciais, atingindo a rede de luz. Com os semáforos apagados, a torcida coxa-branca ainda teve que enfrentar um grande congestionamento na volta para casa.

COPA DO BRASIL
Oitavas de final – Jogo de ida
Árbitro: Cleber W. Abade (SP).
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Gilson Pereira (PR).
Gols: Nunes, aos 37? e Adelino aos 43? e Marciano aos 45? do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Miranda e Márico Egídio (Coritiba). Érico, Alisson e Ricardo Melo (Treze)
Público pagante: 3.620 (Público total: 4.303)
Renda: R$ 31.265

Coritiba 2 x 1 Treze

Coritiba
Fernando; Jucemar, Miranda, Reginaldo Nascimento e Rubens Júnior; Márcio Egídio (Negreiros), Capixaba, Jackson e Ricardinho; Marciano (Reginaldo Vital) e Nunes.
Técnico: Antônio Lopes

Treze
Érico; Márcio Alemão, Alisson (Valpilar) e Quico; Wágner Diniz, Maurício, Rodrigo Costa, Rodrigo Melo e Mica (Gaibu); Beto (Da Silva) e Adelino. Técnico: Maurício Simões