O presidente do Coritiba, Rogério Portugal Bacellar, está dando a primeira entrevista coletiva desde o rebaixamento do Coxa, no último domingo (3). O dirigente havia prometido falar desde o domingo, quando divulgou nota oficial pedindo desculpas pela queda alviverde. A entrevista seria inicialmente às 14h, mas no início da manhã desta terça-feira (5) a assessoria informou que o encontro no Couto Pereira seria antecipado para as 11h.

Em meio às respostas, Bacellar afirmou que teimosias dos treinadores, erros em cobranças de pênaltis e a cabeça quente de Kléber culminaram na queda.

“O presidente não é treinador, nem escala o time. Não faz as invenções que alguns treinadores fizeram, não bate pênalti, nem defende a bola. É difícil analisar um todo porque você acredita no jogador e no treinador e só de acreditar não adianta. Existe muita teimosia por parte do treinador que tem que colocar esse atleta. Mesmo não concordando, o técnico tem liberdade para colocar quem ele quer”, afirmou ele, logo depois assumindo sua parcela de culpa.

“Sou o presidente. Apesar de não escalar o time, não marcar gol, nem defender, eu tenho responsabilidade total”, completou.

Visivelmente emocionado, Bacellar chegou a chorar ao lamentar que vai deixar o Alviverde na Série B, quando o time tinha condições de permanecer na elite.

“O Coritiba foi rebaixado porque futebol é futebol. O Coritiba tinha plenas condições de continuar na Série A. Acho que houve uma desatenção da zaga no último instante em Chapecó”, resumiu.

No final, Bacellar, muito emocionado, agradeceu o apoio de todos e ressaltou que a próxima diretoria, que irá assumir a partir da semana que vem, terá um clube mais estruturado administrativamente.

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