Mesmo considerando uma vitória a redução da pena de 30 mandos e R$ 610 mil de multa para dez e R$ 100 mil, respectivamente, a diretoria do Coritiba ainda estuda a possibilidade de entrar com novo recurso no pleno do STJD para tentar uma distante absolvição ou uma nova redução. O clube tem três dias para apresentar o pedido.

“Podemos sugerir um embargo porque existe votos divergentes e a parte interessada poderá se manifestar. Não estou aqui anunciado que faremos isso, mas conversaremos, temos tempo para decidir isso”, disse o presidente Jair Cirino dos Santos.

De acordo com ele, a possibilidade do clube tentar um embargo declaratório será bem estudada. “Vamos conversar com os advogados, o Coritiba não é um clubezinho qualquer e nós temos que fazer com que a razão e não a emoção presida as nossas ações”, destacou o dirigente.

Mas a tendência é que o clube explore a divergência de votos. Quatro auditores (Caio César Rocha, Francisco Mussnich, Alexandre Quadros e Dario Rossini) votaram pela perda de dez mandos e multa de R$ 100 mil, um auditor pediu nove mandos e multa de R$ 90 mil (Alberto Puga) enquanto o presidente Virgílio Val votou apenas pela perde de dez mandos.

“Então, diante desses dois votos (Puga e Val), o Coritiba pretende estudar e planejar um outro recurso para o próprio pleno do STJD”, aponta o diretor jurídico Gustavo Nadalin.

Para ele, a pena ainda pode ser reduzida. “Não foram observadas as condições atenuantes, que foram muito bem apontadas por um auditor e também a absolvição no quesito multa. Então vamos explorar até o final, até onde entendermos que seja necessário para que se faça justiça”, avisa o advogado, que não gostou muito da “veemência, gana e obsessão” com que a procuradoria do tapetão pediu a manutenção da punição original.