O Atlético confirmou o favoritismo, motivado pela longa distância que separa as equipes no Brasileirão. Na prática, o jogo deixou a desejar. Houve muita vontade dos dois lados, mas poucos lances de técnica apurada. Tudo dentro da normalidade de um clássico, que é ditado por tamanha rivalidade. A apreensão do torcedor atleticano, nos últimos minutos, talvez seja o melhor retrato de uma partida decidida nos detalhes. Neste ponto, quem tem Paulo Baier está sempre mais próximo da vitória.

Sem Alex no time, o Coritiba foi absurdamente previsível. Conseguiu seu gol em um pênalti discutível e, na fase final, quando precisou atacar, teve volume, mas não contundência. Péricles Chamusca fez o que pode diante de tantos problemas, e até merecia melhor sorte diante da forma passiva como o Atlético se comportou na maior parte do jogo, diferentemente do time envolvente de rodadas passadas. Só que apostar todas as fichas na “estrela” de Geraldo é pouco para um clube que está à beira da zona de rebaixamento.

Do outro lado, Mancini comemorou o fato de mais uma vez Baier ter sido decisivo. Só que seu time, mesmo tendo muitos espaços no segundo tempo, abusou das ligações diretas e quase desperdiçou uma vitória tranquila.