O Coritiba deve ir com equipe completa para a partida de quinta-feira no STJD na busca pela absolvição da perda de 30 mandos e multa de R$ 610 mil. Claro que não são os jogadores que irão até o Rio de Janeiro até porque enfrentam o Luverdense amanhã no Couto Pereira pela Copa do Brasil e sim o elenco de advogados engajados na causa alviverde, que sofreu punição pela invasão ao gramado na última rodada do Brasileirão do ano que vem. E a expectativa no Alto da Glória, dessa vez, é apresentar amplamente a defesa em todos os pontos questionados no tapetão.

“Exatamente”, sintetiza o diretor jurídico do Coxa, Gustavo Nadalin. De acordo com ele, apesar da demora no julgamento do recurso, o clube terá a chance de apresentar a defesa do que realmente aconteceu. “Nesse tempo que se passou se comprovou que o estádio é seguro e as medidas que o Coritiba tomou são exemplares”, destaca. E o que muda na defesa? “A tese é a mesma e o momento do clube se manifestar é na defesa”, aponta Nadalin, sem se aprofundar nos detalhes. Mesmo assim, o primeiro passo é buscar a absolvição e, na pior das hipóteses, lutar para diminuir drasticamente a pena.

Para tanto, as conversas começam já amanhã no Rio de Janeiro. “Vamos na quarta-feira para evitar imprevistos”, antecipa o advogado. Na equipe, além de Nadalin, estão José Mauro Couto de Assis Filho, René Dotti, José Hipólito Xavier da Silva, Eduardo Talamini, Julio Brotto, Roberto Brezinski Neto, Francisco Zardo, Adriano Sergio Nunes Bretas, Eduardo Sanz de Oliveira e Silva, Cícero Luvizotto e Alaor Leite. Além deles, a diretoria administrativa também deverá ir em peso à sede do tapetão. “Boa parte desse pessoal estará presente”, garante o diretor jurídico coxa.

O recurso do clube é referente aos artigos 211 (deixar de dar garantia de segurança no local da partida) e 213 (deixar de tomar providências para prevenir e reprimir desordens, não reprimir e prevenir a invasão e lançamento de objeto no local da partida) do CBJD em que foi punido.

Na defesa, encaminhada ao STJD e à imprensa, o Coritiba reitera que foi absolvido no artigo 233 do Estatuto do Torcedor que trata justamente da segurança da partida e pela contradição no julgamento merece ser absolvido. A falta da ampla defesa na primeira instância é considerada pelo clube a culpada pela pena de 30 mandos e R$ 610 mil.