Contratado em meados do ano passado, o lateral-direito Ângelo levou quase um ano para se sentir titular do Coritiba. Depois de passar os primeiros meses do ano machucado, e ver Rodrigo Heffner, Fabinho Capixaba e o recém-promovido Fabinho Souza atuarem com a camisa 2, Angelo é, nesta Série B, um dos jogadores que mais têm atuado como titular – fica atrás apenas do goleiro Edson Bastos. “Ele sempre postura nos momentos em que não era relacionado para jogos, nunca deixou de treinar, sempre esteve motivado e nunca deixou de passar isso para a comissão técnica. sempre se cuidou fisicamente e tecnicamente e, merecidamente, está tendo sua chance”, avalia o treinador Ney Franco.

O técnico avalia como natural o lateral crescer de rendimento a cada jogo em que atua como titular. “São aquelas coisas do futebol. Pelas circunstâncias ele teve a chance dele. Entrou, aproveitou essa chance e hoje é o titular da camisa 2. Ele encaixou na forma do time jogar. E essa forma, para ter consistência, precisa que o lateral jogue bem. O Ângelo está bem”, elogia Ney.

Bom para o lateral, mas ele lembra o que passou para se fixar entre os 11. “Todo jogador gosta de jogar. Passei momentos difíceis, mas nunca deixei de treinar, sempre trabalhei, sempre me esforcei e me dediquei ao máximo e nunca deixei a peteca cair”, relembra. Para se ter ideia, a primeira atuação dele no ano só aconteceu contra o Cascavel, na última rodada da 1.ª fase do Paranaense, quando o time já era campeão e atuou só com reservas. “Desde o início eu sabia que tinha condições de jogar, mas sempre respeitei a opinião do professor. Agora, depois do Edson Bastos, sou o jogador que mais jogou”, destaca.

No entender de Ângelo, o apoio de Ney Franco tem sido fundamental. “O professor confiou no meu trabalho e está me dando a sequência, que é o que todo jogador pede”, completa o novo dono da camisa 2.